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Capítulo 20 – Recomeço - {4}


Queridos leitores,
Geralmente é a Raissa que dá a cara a bater, mas resolvi dar as caras aqui e notificar decepcionadamente que este capítulo que vos serás lido é o último da saga que acompanhaste – Baixou a professora de gramática.
Piadas à parte, o Sunset se pôs e estamos na escuridão há décadas. Eu poderia dizer que nossos apelos farão Lara se dedicar, mas seria iludi-los. O que nos resta, então? Criar nossa própria trama e passar para o papel o destino que achamos que Kaylee, Luke, Mel, Greg e companhia devem traçar.
Com um milhão de desculpas por não cumprir o prometido no início, comunico que eu e Raissa daremos continuidade ao Sunset. Caso vocês queiram, tal como nós, imaginar e esboçar a história, ficaremos encantadas e postaremos aqui.
Mil beijos, mil desculpas, e boa semana para todos.

Eu me formei no colégio. Formei-me em direito na faculdade - uma escolha aleatória -, tenho um escritório chique no centro, ganho em torno de 150 mil por ano. Só saí de Wilmington para cursar a faculdade. Para mais nada.
Nunca mais vi meus pais também. Às vezes me pergunto se ainda estão vivos.
Minha vida passou pelos meus olhos e, incrivelmente, nunca percebi.
Lembro-me como se fosse ontem, quando eu entrei no meu quarto da escola, há exatamente sete anos atrás e encontrei Mel me esperando. Ela ficou apavorada quando me viu soluçando como uma desesperada. Ficou apavorada também até o final do ano letivo, até o dia em que resolvi mudar.
Lembro-me também da dor. Uma agonia tão aguda, crescente. Você não pode ignorar, não pode esquecer, não pode subestimar. No entanto, eu ainda a sinto, agora, no fundo do meu peito. Não me vêem mais as lagrimas. Só a dor.
O ultimo dia em que chorei foi quando eu me formei, há seis anos. Prometi a mim mesma nunca mais chorar. E, até hoje, nenhuma lágrima. Acho que devo me orgulhar disso.
A partir daí, eu mudei. Eu realmente recomecei.
Quando abri meu escritório, - cartão de crédito dos meus pais, acho que devem estar vivos, afinal – me focalizei no trabalho. Totalmente.
A questão era, apesar de a escolha ter sido totalmente aleatória – uni-du-ni-tê com a Mel – eu realmente gostava do que escolhi.
Às vezes, ainda pensava nele. No que estaria fazendo agora. Onde estaria. Mas nada que me consumisse demais. Era só apenas curiosidade. Aquela angústia havia passado há anos.
Era do que eu me convencia diariamente.

O telefone tocou em cima da minha mesa.
-Sim, Natalie?
- Dra. Kaylee, Melanie está na linha.
-Pode passar.
Uma voz alta e animada soou na linha em seguida
-Você vai na festa hoje, não é?
-Oi para você também Mel.
Minha amizade com Mel continuava a mesma. Ela continuava a mesma. Havia chutado a bunda de David assim que ele lhe propôs casamento. Tive dó dele.
Agora só estava tendo ‘casinhos’. Seu mais recente era Justin.
-Vai ou não vai?
-Eu não sei, estou ocupada com uns processos aqui.
-Kaylee, já se passaram sete anos. Quando você vai superar?
-Quem disse que esse é o motivo? Olhe, eu realmente estou atolada com uns processos aqui...
-Você se atola de trabalho porque quer, Kaylee – ela me interrompeu. – O que custa deixar o escritório de lado uma vez na vida e se divertir um pouco?
-Você fala isso porque sua profissão pouco exige de você. É só ir lá e dar a aula.
Mel havia se tornado professora de artes e dava aula para o segundo grau da mesma escola que um dia nós ainda estudamos. Nem combinava com seu gênio maluco. Eu nunca iria imaginar que ela seria professora. PROFESSORA!
-Até parece, é porque você não conhece... E além do mais – ela se interrompeu no meio da frase – Você tem que continuar a viver Kay. Não é só porque Luke foi embora que...
-Que mania de mexer nesse assunto Melanie! Eu já falei que não tem nada a ver com isso. Eu gosto do meu trabalho e profissão. Agora se eu deixo de ir numa festa agora é culpa dele? Faça-me mil favor.
-Não adianta se enganar Kay, você não consegue enganar a si mesma nunca, por mais que ten...
-Tchau Mel.
-Não! Eu ainda não terminei de... – ela gritou.
CLICK.

Mel podia ser uma ótima amiga, mas às vezes enchia o saco. Eu não queria ir à festa, ponto. Porque qualquer coisa que eu faço ou deixo de fazer agora tem a ver com alguma coisa do meu passado?
Voltei para meu processo e comecei a reler o caso com o máximo de cuidado.
Passei o resto da tarde concentrada nele quando o telefone tocou de novo.
-Sim Natalie?
-Desculpe incomodar Dra., mas é que já são nove horas, eu queria sbare s ejá estou dispensada.
-Mas já nove horas? – olhei no relógio pendurado na parede automaticamente – Ah, me desculpe, eu estava tão entertida aqui que nem percebi. É claro, pode ir.
-Obrigada, até amanhã.
-Até. – e ela desligou.
Ok, admito que hoje eu exagerei, normalmente saio do escritório duas horas antes no máximo. Mas não é por causa daquilo que a Mel falou.
Vagamente me perguntei se qualquer dia desses eu explodisse de stress também teria algo a ver com aquilo. Nem um pouco.
Desliguei meu notebook e peguei toda a papelada para examinar em casa quando chegasse. Tranquei o escritório, entrei no carro e dirigi até o meu apartamento.
O caminho era curto, eu não morava tão longe. Só num dos maiores prédios de Wilmington, o que, sinceramente, não é lá grande coisa.
Estacionei na minha vaga por direito e peguei o elevador para a cobertura. Sim, eu morava na cobertura.
Logo que entrei, vi o recado na caixa de mensagens da Mel.
“Olha, eu sei que você está brava, mas convenhamos você é uma cabeça dura. Também sei que você não gosta quando eu toco naquele assunto, desculpe. Mas você tem que entender Kaylee, você já tem 25 anos, tem que viver sua vida. Se atolar de trabalho não adianta, é só um jeito da vida passar mais devagar e dolorosa. Se mudar de idéia, me avisa, eu ainda to com o seu convite pra festa. Pensa no que eu te falei pelo menos”.
Suspirei. Mel não me entendia. Ninguém entendia.
Mas mesmo assim, algumas lágrimas me vieram aos olhos. Não, eu não iria chorar de novo – falei pra mim mesma.
No fundo, eu sabia que estava perdendo minha vida. Perdi sete anos dela.
Deus, eu era tão jovem! Tão indefesa. Indefesa de mim mesma e indefesa da vida. Se eu tivesse tomado um pouco mais de cuidado, não tivesse me deixado levar, não teria me apaixonado.
Infelizmente, fui saber disso tarde demais. Agora ele devia estar na Europa, Inglaterra ou Alemanha talvez, vivendo sua vida e nem lembrando da minha existência.
Eu não estava reclamando. Nem um pouco. Eu sou feliz, ok? Do meu jeito, mas sou. A Mel pode dizer o que quiser, mas no fundo, eu amo o meu trabalho e isso é o mais importante. Ignorei a pontada me dizendo o contrário. Ouvi-la nunca me fez bem.
Fui pro banheiro tomar uma ducha, e, quando sai, vesti meu pijama de flanela preferido. Fiz um chá, fui pro sofá e comecei a reavaliar as cláusulas de novo.
Quando me dei conta, era meia noite. Fechei o notebook e fui direto pra cama.
--- ---

Peguei a xícara de café e me afundei no próximo caso. Eram sete da manhã e Natalie só chegava daqui à uma hora. Liguei para meu cliente e comecei a discutir o caso. Bem típico, se divorciaram e queriam resolver a guarda da criança.
Eu odiava esses casinhos pequenos que nem precisam de um tribunal para se resolver. Gostava mesmo de casos como assassinatos e coisas do tipo. Mas, o que infelizmente dava dinheiro, eram os casos pequenos.
Não que eu estivesse reclamando. Minha vida era meu trabalho.
Escutei baterem na porta.
-Entre.
Natalie abriu a porta e entrou.
-Bom dia Doutora. Alguma coisa especial para hoje?
-Sim, ligue para o Dr. Johnson, juiz amigo meu e veja se tem como marcar uma audiência para semana que vem. Ligue também para Bárbara Kane e fale que vou estar livre a partir das duas horas se ela quiser marcar uma consulta. Por agora é só.
-Vou providenciar – e saiu.
Seria impossível arranjar secretária mais eficiente, pensei. Natalie caiu do céu quando eu mais precisava. Meus casos começavam a crescer e eu já não dava mais conta de tudo sozinha quando ela se inscreveu para a vaga. Morena naturalmente, ela havia feito luzes e definitiva. Definitivamente ficou melhor.
Mas, o importante, era que era eficiente, sabia usar os miolos e, não pedia muito de salário.
Voltei para o caso.
O telefone tocou. Eu simplesmente odiava quando isso acontecia, me desconcentrada totalmente.
-Sim Natalie?
-Agendei Bárbara para as 11 horas e o Sr. Johnson não estava no momento. A secretária vai retornar a ligação quando ele chegar.
-Obrigada.
Separei alguns casos para discutir com minha cliente depois e, no meio de tantos papéis em minha gaveta, um em especial me chamou atenção.
Meu diploma dos tempos do colégio. O observei por algum tempo.
Minha formatura foi... Normal. Nada demais aconteceu, mas ao mesmo tempo, aconteceu sim.
Primeiro porque foi a última vez que falei com meus pais. Eles só queriam avisar que, daqui para frente, o cartão de créditos estaria ilimitado para qualquer faculdade. E AH! Um parabéns forçado e de última hora. Desliguei a ligação depois disso.
Segundo porque o colegial em especial foi marcante para mim. De todas as formas possíveis, mas foi.
Sacudi minha cabeça ao lembrar daquele assunto. Já foi há muito tempo, disse para mim mesma, eu já deveria ter esquecido aquilo.
Certamente não minha culpa se eu não conseguia.
Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias.