<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d4603614605739986666\x26blogName\x3dSunset,+NC\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://sunset-nc.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_BR\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://sunset-nc.blogspot.com/\x26vt\x3d-2958908475306464066', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>
Capítulo 19 – Último ato - {3}


-Mel, se você tivesse que escolher entre uma coisa que provavelmente faria você sofrer e não tivesse mais volta e uma coisa que faria uma outra pessoa sofrer, mas você não estando completamente feliz também, o que você escolheria? Por favor, não pergunte nada, só responda. – me perguntei se ela tinha entendido o meu raciocínio ou não.
Nós estávamos sentadas na minha cama depois que eu voltei para o quarto com olhos vermelhos e inchados. Aparentemente as olheiras já não eram suficientes.
Mas quando eu não soube explicar o eu havia acontecido – a verdade envolveria a identidade verdadeira de Luke e, por mais que eu confiasse em Mel, esse era um segredo dele afinal – ela havia me puxado para sentar em sua cama e agora eu estava lá, tentando arrancar um bom conselho, porque eu, estava completamente desfigurada para pensar por mim mesma.
-Bem, eu acho que depende da coisa e da pessoa. Se fosse alguém que eu nem conhecesse ou até mesmo algum familiar distantes – encare-se, meus pais – talvez a 2° opção. Agora, se fosse alguém que eu amasse como o David – ela sorriu ligeiramente. Eu não sabia que o ‘namoro’ dela com o David estava indo tão a sério – ou como você, eu acho que preferia a 1° opção.
Sorri com aquela pequena declaração. Céus, ela a melhor amiga que eu poderia encontrar aqui. Mel era um doce, mas, no fundo, fiquei preocupada com o que aquilo realmente implicaria.
-Mas e se você tivesse medo da primeira opção Mel, muito medo?
-Você ama o Luke Kaylee?
Ok, como ela sabia que nós estávamos falando dele? Eu não mencionei o seu nome e poderia ser algo sobre qualquer pessoa próxima de mim, até meus pais ou Nancy.
-Como...?
-Shh! Não me interrompa. Você o ama? – seus olhos eram totalmente a sério agora, fitando exatamente a resposta que eu daria. Aquela Mel saltitante estava perdida dentro de algum lugar de sua bipolaridade colorida e alegre. Ok, isso foi meio gay, mas esquece.
Nem pensei na resposta que daria, foi automático:
-Sim.
-Então acho que você já sabe a resposta.
E com isso, Mel me abraçou.
---
Não podia dizer muito bem o que eu estava pensando, só que eu estava com uma incrível vontade de dormir e nunca mais acordar. Deus, eu não vou me suicidar antes que alguém pense algo do tipo.
Eu só estava cansada. Muito cansada.
Algum tipo de bloqueio impedia minha mente de pensar, e, um pouco depois de conversar com Mel, eu já havia pegado no sono sem nem ao menos jantar.
Tive um sonho meio estranho àquela noite.
Estávamos no pátio. Incrivelmente, estava tudo florido e colorido. A grama de um verde adorável. Estávamos somente Luke e eu, o resto estava deserto, sem nenhum sinal de outra presença humana no local.
Luke estava me beijando, quando ouvimos uma voz grossa de homem gritar atrás de nós para não nos mexemos. Lentamente, me virei para trás e me deparei com pelo menos uns trinta policiais armados se aproximando. Olhei para Luke rapidamente e seu olhar era assustado.
Mas, quando um policial apontando uma arma para nós agarrou Luke e o algemou à força, seu olhar era de fúria para mim. Não, eu estou mentindo. Era muito mais do que fúria, era de ódio, um ódio inigualável e rancor, muito rancor.
Não pude me mexer nenhum centímetro sequer. Simplesmente paralisei onde estava.
Uma dor subiu em meu peito, e automaticamente me senti responsável por aquilo. Céus, eu não queria que isso acontecesse, nunca quis! Mas, como se não bastasse o olhar, ele acrescentou gritando já entrando arrastado na viatura policial a alguns metros e mim enquanto eu não conseguia me mexer:
-Sua culpa Kaylee! Por sua causa eu estou aqui! Sua maldita culpa!
Sua voz ficou ecoando em minha mente até eu acordar num repente arfando em minha cama.
Demorou um bom minuto até eu perceber onde estava. Mel dormia tranquilamente na cama ao lado com minha respiração desregular e alta e meu coração batendo tão forte que o som ecoava pelo quarto silencioso.
Joguei minha cabeça no travesseiro de novo e tentei me acalmar antes que Mel acordasse.
Certo, eu não podia me desesperar, Luke provavelmente estava a uns cinco metros de distância de mim agora e deveria estar no décimo quinto sono. Ele NÃO estava preso e ele NÃO estava com ódio de mim. Pelo menos era no que eu acreditava.
Confesso que minha reação havia sido mesquinha e fútil. Eu não tinha que decidir nada, já estava decidido. Luke iria embora para se proteger e sim, por minha causa. Se Greg não tivesse me “atacado” naquele dia, nada disso teria acontecido para começar. Mas recapitulando, já estava decido. Luke iria embora e eu que fizesse bom – ou no caso mal – proveito disso. Simples assim.
Eu nunca iria deixar Luke ser preso por uma coisa que ele não fez. E sim, eu sabia com todas as minhas forças que não fora ele. E, eu nunca iria deixar ele ser preso por minha culpa. Minha maldita culpa.
Mesmo que, depois que ele fosse embora, minha vida virasse um lixo.
---
Eu não sabia ou certo o que falar para Luke quando nos encontramos no pátio para irmos para a aula. Acho que não havia nada certo para se falar.
E, no entanto, enquanto ele se aproximava meu coração não pôde deixar de dar um salto assim como todas as outras vezes que eu o via.
-Oi Luke. – cheguei de mansinho e estava meio receosa em falar algo errado e de repente ele explodisse fora de órbita. Ué podia acontecer.
Eu não era a única receosa ali. Seus olhos me acompanharam preocupado por todo o trajeto até ele. Mas ele parecia distante, como se estivesse perdido em algum lugar por ai.
-Oi Kay. – tentou esboçar um sorriso, mas o máximo que conseguiu foi uma careta torta. – Meus pais acabaram de falar com o diretor. Eu estou, definitivamente, fora da escola.
Involuntariamente, meus olhos se arregalaram levemente.
-Mas tão cedo? – eu estava esperando, no mínimo, daqui a dois dias.
-Eu não tenho tempo a perder. É só o tempo de fazer minhas malas agora, mas precisava falar com você antes.
Não consegui pronunciar nenhuma palavra. Não poderia.
Mas estava cansada de ficar tão vulnerável. Estava cansada de sofrer.
-Então acho que é isso, né? Quer dizer, eu nunca mais vou te ver, vou? – minha voz soou um pouco mais confiante do que antes. Pena que era só por fora. Minha garganta ardia.
-Acho que não. – sua voz falhou um pouco. Ele pegou meu rosto entre suas mãos e depositou um leve beijo em meus lábios. – Tchau Kaylee.
-Tchau. – sussurrei enquanto ele dava as costas para mim e seguia para seu prédio.
Lágrimas escorreram levemente em minha face. Enquanto eu lutava com alguns soluços.