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Capítulo 17 – Desespero - {3}


         Ok, eu resolvi levantar da cama. Com muito esforço, mas consegui.

         E eu estava certa quanto às olheiras. Minha pele clara sempre foi favorável a elas, por isso eu já estava acostumada a passar corretivo.

         Mas dessa vez, eu tive que me segurar para não cair para trás quando em olhei no espelho. Céus, eu deixava o conde Drácula no chinelo com aquelas olheiras. Morto-vivo seria uma boa classificação para mim agora. Ou zumbi.

         Depois de meu ‘pequeno’ ataque no banheiro, tratei logo de tomar um banho para acordar. Não adiantou, porém, eu não estava mais ligando para uma sonolência. Terminei de me arrumar e gastei uma quantidade de corretivo incrível só naquelas desgraçadas olheiras.

         Segundo dia consecutivo que eu não acordava bem. Ontem, um desastre aconteceu. Se hoje acontecer alguma coisa desse gênero, provavelmente, eu devo entrar em choque ou algo do tipo. Talvez um coma. Ok, exagerei.

            Mel, como sempre, estava elétrica. Às vezes isso dela me incomodava. Como a criatura podia acordar disposta-elétrica-saltitante todo santo dia?

         -E ai, dona TPM, passou o mal-humor? – ela perguntou. Era óbvio que ela estava sendo sarcástica.

         -Não. Não consegui dormir essa noite. – minha voz saiu desanimada.

         -Sério? Bem então eu recomendo uma boa dose de cafeína ou red bull, hoje tem teste de inglês, lembra?

         Não, eu não lembrava. Passaram pela minha cabeça uma porção de palavrões que eu não sei da onde vieram. Pelo menos inglês era fácil, eu não iria tão mal assim.

         -Fique tranqüila, eu sei me virar numa prova.

         -Ok, você é quem sabe.

         Saímos juntas do nosso prédio quando eu – e ela – vimos David vindo na nossa direção. Foi então que Mel teve uma atitude que me surpreendeu.

         Normalmente, Mel teria pulado para o lado de David e se alojado lá.

         Mas ela colocou mão em um dos meus ombros e disse preocupada:

         -Você está mesmo bem Kay?

         Olhei atônita para ela.

         -Claro, pode ir. Eu estou bem.

         Deu para ver que ela ficou meio indecisa, mas eu realmente já estava bem melhor que antes. Eu não iria dar outro piti que nem na véspera. No segundo seguinte ela já estava lá, andando na direção de David. Sorri ao pensar que Mel era uma boa pessoa. Meio elétrica, mas ainda uma boa amiga.

         Eu estava indo em rumo a minha sala sozinha quando ouvi Luke gritar o meu nome atrás de mim. Virei-me rapidamente.

         -Oi Luke. – tentei soar desperta e animada, tudo o que eu simplesmente não estava.

         -Kay, olha, eu preciso muito falar com você depois da aula.

         Seus olhos estavam, apavorados? Céus, céus. Era Greg, ele já havia ido à polícia, ele havia entregado Luke...

         -Mas o que aconteceu? Greg já te entregou a policia?– perguntei simplesmente desesperada.

         -Não, não é isso. Mas tem a ver. Ele não me entregou ainda. 

         Tremi involuntariamente na palavra ainda.

         Acho que ele deve ter visto o terror em meus olhos, porque de repente segurou meu rosto entre suas mãos e me olhou sério.

         -Nada vai acontecer com você, não precisa se preocupar.

         -Porque você esta dizendo isso? – minha voz soou esganiçada até para meus ouvidos e acho que ela deve ter falhado um pouco, não sei ao certo.

         Ele encostou a testa na minha.

         -A gente conversa depois da aula, ok?

         E depositou um beijo em meus lábios.

         Suspirei. Ele entrou em sua sala. Mas, quando estava na porta, olhou uma ultima vez para mim. Havia alguma coisa que eu ainda não havia notado. Talvez, preocupação ou medo. Estava tudo tão embaçado! Talvez um dia eu ficasse cega. Sei lá, pode acontecer.

            Respirei fundo.

         Tentei me acalmar, eu estava a ponto de explodir. Olhei vagamente ao redor. Havia só umas poucas pessoas ainda no corredor. Respirei de novo. Ok, vamos lá.

         Caminhei até a sala de biologia e sente-me em meu lugar. Devia estar parecendo um robô fazendo todas as minhas funções. Era assim que eu me sentia. Por dentro, angustiada. Por fora, um robô.

         Enquanto esperava o professor chegar, coloquei o rosto entre as mãos. Céus, eu iria desabar. Alguma coisa realmente grave estava acontecendo. Uma coisa grande. Pelos olhos de Luke, ele estava sofrendo com aquilo. Tinha a ver com Greg e sua ameaça, eu sabia. Mas, isso não era motivo para tanto desespero de minha parte, era? Luke e eu íamos conversar depois da escola, tudo iria se acertar. Bem, talvez não tudo, mas pelo menos alguma coisa iria se acertar. Eu não tinha a menor idéia do que ele queria conversar comigo depois da escola. E, ao mesmo tempo, eu tinha sim, uma idéia do que seria.

         Acho que não vi de verdade as aulas passarem. Nem mesmo o teste de inglês. Se você me perguntasse qual era a primeira questão, eu não saberia responder.

         O dia passou voando e a única coisa que me lembro, foi de silencio na hora do almoço. Pelo menos da minha parte e de Luke. Eu sabia que ele não iria falar nada até depois das aulas, não adiantava perguntar.

         Meu coração continuava apertado. Eu sabia que era ridículo, ma seu não conseguia reagir de outra forma. Era involuntário.

         Quando, finalmente, sai do prédio escolar, Luke estava me esperando na porta. Ele pegou na minha mão e me conduziu até a parte traseira do prédio. Assim que chegamos, ele me encostou na parede e me olhou. Olhou diretamente em meus olhos e eu não sabia decifrar seu olhar. Pelo menos não agora.

         Ótimo, chegou a hora, pensei.

         -E então, o que você queria conversar? – perguntei cautelosa.

         -Kay, eu preciso fazer alguma coisa, não posso ficar parado esperando ele me entregar. – ele falava pausadamente como se estivesse medindo suas palavras.

         -Fazer o que? O que nós podemos fazer Luke?

         -O que eu posso fazer. – falou tão baixo que eu não sei se ouvi direito.

         Não podia ser possível. Ok, ok. Respira, não pode ser isso que você está pensando. Ele está falando em outra coisa, ele está...

         -Eu preciso ir embora Kaylee. Não posso ficar. Eu preciso fugir antes que qualquer coisa aconteça – falou num jorro como que para acabar logo com aquilo.

         Eu não sei o que aconteceu direito, só sei que paralisei no meu lugar, meus olhos arregalados. Acho que nem piscava. Mas, de algum jeito, eu podia sentir as lágrimas começando a se formarem de novo em meus olhos.