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Capítulo 16 - Ameaça - {6}


...Olá. Podem me xingar. Podem xingar a Diana. Mas antes, um feliz natal atrasado, já é ano nooooovo, e que não esqueçamos nossas resoluções em apenas 4 meses. Go go melhorar na escola, entrar na academia e o resto da minha lista! E vocês? Falando nisso, tenham um 2010 feliz. Estamos devendo atualizações, e eu digo, estamos devendo mesmo. Desculpa, gente :( esse ano vai ser um ano de blogueiro. Não vamos deixar isso á mercê da poeira.

Enfim, voltando á PdS, e que espero que tiveram boas festas e uma ressaca delas melhor ainda.

Ass, Raissa. 

 ---

Engraçado como às vezes uma palavra muda tudo. Ou no caso, um nome próprio.

Greg ficou com uma expressão de vitória quando nossa reação mutua foi paralisante.

-Então, podemos conversar num lugar mais reservado? Acredito que Kay já saiba de tudo, não é?

Luke demorou exatos 15 segundos para responder:

-Kay, me espera no carro.

-Uau, isso é que é superproteção, hein? Relaxe Henry, não vai acontecer nada. Que eu não queira.

Eu não queria deixar Luke e Greg sozinhos, mas obviamente era o que Luke queria. E se ele se sentia mais confortável assim...

Mas não sem antes dar o meu troco. Fala sério, eu merecia isso.

Rapidamente, me aproximei de Greg e levantei meu joelho direito com toda a força no meio de suas pernas.

O cara urrou de dor.

Agora, estávamos empatados.

-Ok Luke, vê se não demora – e dei um selinho nele – E, Greg, depois me liga, eu quero saber se eu consegui te deixar estéril. Provavelmente eu vou salvar o planeta impedindo que herdeiros seus reinem pelo mundo afora.

Ele não tinha como me responder. Estava muito ocupado se retorcendo de dor no chão. Luke tentava não rir, mas não conseguia.

E com o coração na mão, segui aparentemente calma até o carro.

         -

         Eu não estava mais agüentando aquela tortura! Estava a quase meia hora sentada naquele carro esperando! Estava quase pulando para fora e arrastando o Luke para dentro só para tirar Greg de perto dele. Aquela conversa estava realmente me preocupando.

         Mas quando eu decidi fazer exatamente isso, Luke entrou no carro e ligou o motor. Rapidamente já estávamos andando à 80 km/h pela a estrada que ia até a escola.

         -O que ele queria? – perguntei preocupada.

         Sua face estava estranha, um misto de perturbação e ódio. Perguntei-me o que Greg havia dito a ele. E tive vontade de socá-lo.

         Depois de algum tempo em silêncio, ele resolveu manifestar-se:

         -Ele queria me ameaçar. Ele não queria negociar, como da última vez. Ao invés de eu não dar queixa dele, ele não daria minha, não. Dessa vez foi algo como ‘Me denuncie se quiser, será só pagar a fiança e eu sairei de lá. Agora você, um assassino e fugitivo, duvido que tenha essa sorte. ’ – e aumentou a velocidade do carro.

         Eu não sabia o que falar. Tinha congelado no lugar. Uma série de palavrões passou insanamente na minha cabeça e eu queria ter a oportunidade que gritá-los, um por um na cara de Greg.

            -Não se preocupe, nós vamos dar um jeito nele. – eu disse finalmente depois de alguns segundos congelada.

-Não tem jeito Kay, não tem. Ele vai dar queixa. Toda a policia de Carolina do Norte vai começar a me procurar como da outra vez. Não tem jeito! – seu tom era totalmente desesperado.

         Nesse instante meu coração se embrulhou dentro do peito. Tinha que ter um jeito tinha!  Luke não poderia ser preso por algo que ele não fez. E eu prometi a mim mesma naquele momento que eu faria de tudo, tudo o que eu podia para evitar isso. Nem que eu precisasse ir até o fim do mundo, Luke não iria preso.

         Quando finalmente saímos do carro, ele foi comigo até o jardim, numa parte mais isolada, onde nós ficamos no dia quando fomos à praia.

         Eu não sabia o que falar ou o que fazer, então só o abracei. Ficamos ali, os dois, abraçados atrás da escola enquanto o sol se punha. Tantas coisas passavam por nossas cabeças naquele instante. Tantas coisas nos preocupavam. Mas naquele momento, éramos só eu e ele. Um reconfortando o outro de qualquer preocupação infligida. Um, amando o outro.

         E, quando finalmente nos separamos, já era de noite. Eu poderia ficar ali até o resto dos tempos que provavelmente nem perceberia. Nem iria ligar.

         Mas, pra variar, o meu estomago teve que roncar.

         Luke riu: - Vamos, você está com fome. Vamos comer alguma coisa.

 

         Fomos até o refeitório em silencio, de mãos dadas. Não precisávamos falar nada para saber o que o outro estava pensando. Mel estava lá e, a princípio, veio toda elétrica para cima de nós. Mas foi só sacar o nosso humor que ela parou com o sue chilique sobre como as pessoas daqui jogavam lixo no chão e como isso deveria ser contra a lei, levantou uma sombracelha e me lançou um olhar do tipo ‘quando você chegar ao nosso quarto a gente conversa’.

 Eu tinha medo dela.

         Depois de comer e calar o meu escandaloso estômago, Luke e eu nos despedimos com mais um abraço. Meu coração foi à boca e, não sei por que, eu tive vontade de chorar. Sério.

         Subi, tomei um banho e como Mel ainda não havia chegado para me interrogar, me joguei na cama com meus moletons mais velhos.

         Pensei sobre tudo que havia acontecido naquele dia. Pensei no que Greg poderia fazer agora. Ele poderia entregar Luke à policia.

         Até onde eu sabia, Luke tinha duas alternativas agora. Ou se entregar antes, ou fugir como ele já havia feito uma vez.

         Mas, o que eu iria fazer se ele fugisse? Céus, eu não posso nem pensar na minha vida sem ele agora. Eu não iria sair ilesa se isso acontecesse.

         Fui até a janela aberta e encontrei Luke na mesma posição que eu estava a alguns segundos. Deitado na cama, de olhos abertos, mas parecendo estar em outro lugar. Fiquei o olhando por um longo tempo, mas ele não pareceu perceber.

         Meu Deus, o que eu iria fazer agora?

          -

            Mel me deu um susto quando entrou do nada no quarto.

         -Então Kaylee, pode ir desembuchando. O que aconteceu com vocês dois?

         Levemente fechei a cortina da janela para que Luke não percebesse nada – não que ele fosse, de algum jeito.

         -Nada – respondi. Mas a afirmação saiu meio desanimada até aos meus próprios ouvidos.

         -Não é o que parece. – disse Mel se sentando ao meu lado e claramente esperando resposta. – Kaylee, você sabe que pode contar comigo, não sabe?

         Então, não sei exatamente da onde, mas me encontrei abraçando ela e chorando meio segundo depois.

         -Ei! Kay, você está chorando? O que aconteceu? – Ela perguntou com o tom bem mais diferente de antes. Agora parecia fraternal e preocupado.

         -Nada, Mel, nada. É só TPM. Depois passa.

         -Você acha mesmo que eu vou acreditar nisso? Diga-me, o que está acontecendo? – ela disse passando a mão no meu rosto e enxugando as minhas lágrimas. Nem eu mesma sabia por que exatamente estava chorando.

         -Sabe quando você... tem uma sensação ruim? De algo vai acontecer?

         -Sei... – ela parecia meio relutante em responder.

         -Então, é isso. Não é nada de mais.

         -Kay, isso tem alguma coisa a ver com o Luke? Quer dizer, ele fez alguma coisa? Quer dizer, por que se ele fez...

         -Ele não fez nada – a interrompi antes que ela começasse a falar bobagens – Sou só eu mesma e minha TPM desgraçada, relaxe.

         Apesar de tudo, acho que ela não acreditou muito nisso, e, para falar a verdade, nem eu.

         

            -

         Não posso falar que eu realmente dormi. Ok, eu cochilei durante umas 3 horas, mas parte da noite eu fiquei acordada. E não foi porque eu quis não.

         Eu simplesmente, não consegui dormir. Às duas da manha eu levantei e tomei um calmante. Meia hora depois apelei para o copo de água. Até mesmo liguei o som com umas musicas clássicas no meu mp5, mas não tinha raios que me fizesse dormir.

         Olhei Mel. Ela dormia profundamente. Seria tão bom poder dormir daquele jeito agora. É impressionante, quanto mais nós precisamos de uma boa noite de sono para relaxar, mais nós não dormimos.

         Eu nem queria pensar nas minhas olheiras amanhã. URGH!

       Mas quando eu finalmente, finalmente peguei no sono, durante as minhas preciosas três horinhas, o despertador toca.

         AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!

         Alguém me segura, eu vou jogar esse despertador pela janela e depois não respondo pelos meus atos!

         Será que tem problema se eu matar aula hoje? Uma aulinha só não iria fazer a diferença. Não iria.

         Mas ai eu lembrei de Luke. Eu precisava falar com ele desesperadamente. Eu já havia tomado a minha decisão quanto a que fazer. Pelo menos eu achava.