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Capítulo 14 - Aproveitando a Vida - {3}


         No dia seguinte, levantei eufórica. Corri para o banheiro me arrumar. Depois de alguns minutos sai do banheiro já vestida e arrumada.  

Mel já estava de pé e bem vestida quando saímos. Dessa vez eu não fui a única a ser acompanhada por um de nossos vizinhos até o prédio das aulas. David também estava esperando Mel junto com Luke.

         Enquanto os ‘ainda não pombinhos’ iam à frente conversando, eu e Luke fomos caminhando lentamente de mãos dadas.

         -Sabe o que eu estava pensando? A gente podia ir à praia hoje depois da aula, já que você não vai à festa mesmo. Quero dizer praia, praia mesmo não no penhasco. – ele disse sorrindo.

         Como se, no final, tivesse alguma diferença.

         -Parece ótimo.

         -Então encontro você as quatro aqui em baixo, ok?

         -Ok, te vejo no almoço. – disse beijando-o rapidamente e entrando na classe.

         Depois de uma seção de trigonometria e cálculo, finalmente tive uma matéria que prestasse, inglês. Veja bem não é que eu goste de alguma matéria em especial, mas eu tenho a minha listinha dos dez mais. Dez mais chatas, dez mais irritantes, dez mais entediantes. Eu só acho que inglês está fora dessas listas.

         Pude visualizar Andrew do outro lado da sala, quando me viu piscou. Céus, o que foi que eu fiz?

         Tentei prestar atenção na matéria, mas eu já tinha tido essa aula e francamente, não estava com saco nenhum pra agüentar explicação.

         No final da aula, tentei sair o mais rápido possível, mas Andrew me alcançou mais rápido.

         -Oi, Kaylee.

         -Ah, Oi Andrew.

         -Você pode me chamar de Andy, gata. – e piscou.

         -Ah, certo, Andy.

         -Você vai à festa hoje de noite?

         Não eu não vou, tenho coisas melhores para fazer com o meu namorado.

         -Ah, eu acho que não vai dar pra eu ir, sabe como é, eu to atolada de lição. – atolada era a ultima coisa que eu estava ultimamente, mas ele não precisa saber – Mas a Mel vai com o David.

         -Sério gata? Não dá pra você fazer a lição mais tarde, ou antes, não?

         -Não, eu... não estou me sentindo muito bem, dor de cabeça, sabe como é. Hoje acho que eu só vou ficar deitada mesmo.

         -Bom então ta. Na próxima você vai.

         -Claro. – meio que fiquei com dó dele e dua cara de desapontação. Mas não o bastante para aceitar seu convite.

         O resto do dia passou voando.

Quando me dei conta, estava saindo da minha ultima aula. Encontrei Luke em frente a minha sala esperando por mim.

         Saímos para o jardim e encontramos o resto do pessoal em frente à fonte. Lisa veio me perguntar qualquer coisa sobre qualquer matéria. Mesmo sem ter ouvido a explicação do professor eu expliquei para ela o máximo que eu sabia.

         Eu tinha lição de trigonometria, mas quem se importava? Enquanto formigas morriam na piscina nesse minuto sem uma Débora para salva-las, eu não iria desperdiçar o meu tempo com bobagens como trigonometria.

            Luke e eu seguimos para um lugar afastado de todos. Foi meio difícil, porque Mel tinha espalhado para todo mundo que nós estávamos namorando e agora todos estavam fazendo ‘comentários indecentes’ sobre nós. Era essa que me faltava agora. Eu um dia iria acabar matando a Mel. Que se danem as formigas.

         Mas nós fomos até os fundos do prédio para namorarmos um pouco. Só umas três da tarde é que nos separamos realmente para eu poder me arrumar para ir apara praia. Sim, eu precisava de uma hora para me arrumar, algo contra?

         Acabei optando por meu biquíni amarelo e só coloquei uma blusa e um short por cima mesmo.  

         Quando estava de saída topei com Mel.

         -Aonde você vai, Wilson? – ela perguntou.

         -Pra praia com Luke, por quê?

         -Sério? Hoje o tempo está tão bom... Você acha que iria atrapalhar se eu convidar o David pra ir junto? Eu juro que a gente fica longe de vocês o máximo possível. – e fez uma carinha de cachorrinho sem dono.

         Céus! Fazer o que não é? Não poderia dizer não pra ela. Não com essa cara de cachorro abandonado na minha frente. Além do mais, eu tinha que dar um desconto, ela queria se aproximar do David e tal.

         -Ok, mas não vê se não demora, eu estou te esperando lá em baixo.

         -Valeu! Você é a melhor colega de quarto que alguém poderia ter! – e me deu um abraço sufocante.

         -Hã, ok. Você também é. Eu te espero lá em baixo. – falei tentando me livrar de seu abraço de urso.

         Desci para o pátio e Luke já estava à minha espera. Droga, esse era para ser o nosso primeiro encontro oficial. A Mel podia se considerar morta.

         -Oi Luke. – disse dando um selinho nele. – Novidades: Mel e David vão com a gente.

         -O que? Mas por quê?

         -Os dois estão naquela fase de ‘nós temos um tombo um pelo outro, mas não vamos dizer isso ainda’ e você sabe como a Mel pode ser persuasiva quando quer. Então, ela se auto-convidou para ir para a praia com a gente junto com David.

         Ele suspirou: - Um dia eu ainda mato aquela monstrinha.

         É, eu o ajudaria com essa tarefa.

         -

         Resolvemos ir no carro de David, já que o de Luke era um conversível e não cabia todo mundo. David e Mel foram na frente e um estava mais animado que o outro não parando de falar sem parar. Eu e Luke sobramos atrás, o que, pensando bem, foi melhor, afinal, bancos traseiros eram perfeitos para... hm, esquece.

         Ok, a praia estava deserta como sempre. Eu ainda não entendia como as praias daqui eram tão desertas. Na Califórnia, a última coisa que não faltava era gente e aqui, todos parecem fugir de água e areia. Provavelmente nós deveríamos estar parecendo estar dentro de um filme, dois casais de namorados, - ou quase isso – numa praia deserta.

Eu acho que nunca fui tão feliz em toda a minha vida. Ou tenha aproveitado tanto. Quando eu vim para a Carolina do Norte, eu tinha certeza de que nunca seria tão feliz como eu era na minha casa, mas a verdade é que vindo para cá, eu me livrei de todos os meus problemas e preocupações. Não tinha mais o incomodo silencio entre os meus pais e eu. Eu era, agora, praticamente dona do meu próprio nariz. É claro que havia Nancy, mas, era outra historia.

Nós aproveitamos a tarde inteira. Fizemos de tudo, nadamos, fomos andar na trilha – sim, aquela trilha. Até Mel foi junto. Jogamos areia uns nos outros, e logo em seguida, água. E, agora, já de noite, estávamos em frente à fogueira vendo quem consegue contar histórias de terror melhores. Eu mais dava risada do que tinha medo das histórias da Mel.

Eu acho que nunca ri tanto, nunca aproveitei tanto. Aquela tarde, sempre, sempre, irá ficar marcada na minha mente. Mesmo porque, é a última cena feliz que eu lembro da minha vida de colegial.

Às vezes parece que foi ontem. Terminávamos o colégio. Isso que sentimos aos 17 ou 18 anos, que ninguém na historia de todo o universo, jamais esteve tão perto, jamais amou com tanta ferocidade, ou riu com tanta vontade. Ou se preocupou tanto. Às vezes parece que foi ontem. E às vezes, parece que são lembranças de outra pessoa.

Eu nunca iria imaginar que os anos seguintes que estavam para vir, seriam tão doloridos e sangrentos.

Mas, naquela época, eu era inocente. Eu era feliz.