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Capítulo 13 - Palavra Mágica - {5}


 Depois de tomar um dos banhos mais demorados da minha vida, eu saí do banheiro. Desde pequena eu tinha esse defeito. Muitas pessoas cantavam no chuveiro. Eu pensava na vida. E dessa vez, eu re-avaliei o meu dia inteiro. Vou te contar, tinha coisa pra reavaliar. Eu também sempre gostei de tomar banho quente. O vapor me acolhia, me fazia bem. 
 Coloquei uma calça jeans, botas, blusa azul fina e jaqueta de couro (sintético, antes que você me de um sermão sobre a pelagem dos animais). Lá fora estava realmente frio. Depois de secar o meu cabelo e me maquiar, sai do banheiro já prevendo outro round de perguntas da senhorita Melanie.
 -Então, disse ela saltitante quando eu saí do banheiro para guardar minhas coisas – que roupa eu escolho?
 Eu juro que eu pensei que ela iria me jogar uma torrente de perguntas, mas essa era Mel afinal, num segundo já se entusiasma por outra coisa.
 -Qual a ocasião? – perguntei levemente.
 -Como qual a ocasião? Não me diga que você já se esqueceu da festa de amanha na casa do gato do Andy? 
 Putz, eu esqueci totalmente!
 -Ah, eu acho que eu nem vou Mel...
 -O que? É claro que a senhorita vai! Eu não vou sozinha naquela festa e também não posso perder aquilo por nada! Agora me diga, qual combina mais? 
 E apontou um vestido tomara que caia super fofo cinza e um vestido preto com detalhes dourado na frente.
 -Hm... o preto realça o seu cabelo e agora eu to descendo ta? Eu to morrendo de fome aqui. 
 -Eu também prefiro, o cinza me faz ficar com uma cara de santinha demais. – ela parou para pensar - Ta, pode ir se encontrar com o Luke, mas na volta a gente vai escolher a sua roupa.
 OMG. Ela estava animada mesmo pra ir nessa festa, fala sério! 
 Desci as escadas do prédio praticamente a mil por hora, Luke já devia estar me esperando no refeitório. Eu sai correndo pelo jardim também. Pouco me lixava de me acharam com cara de louca. Foi quando eu ouvi uma voz atrás de mim que parei:
 -Hei, pra que a pressa? Vai se encontrar com alguém, linda? Olha que assim eu fico com ciúmes...
 Dei meia volta e me deparo com Luke e seu sorrisinho presunçoso. 
 -Oi, eu estava indo te encontrar.
 -Eu resolvi te esperar em frente ao seu prédio, mas acho que você nem me viu. Desesperada para encontrar o namorado, mocinha?
 -Depende, só se ele se comportar. 
 Ele então envolveu minha cintura e nos beijamos. 
 Não sei quanto tempo ficamos assim, o bastante para algumas pessoas ficar olhando eu acho. Inclusive Mel que nos interrompeu limpando a garganta logo em seguida.
 -OMG Kay, você não disse que ia jantar? Se bem que... esquece. Mas eu só te liberei do quarto para comer e não beijar. Muito menos com esse ai. – ela disse sorrindo.
 -Oi pra você também Mel. – cumprimentou Luke bagunçando o cabelo dela.
 -HEI! – ela disse arrumando o cabelo aonde ele tinha mexido - Não sei o que a Kay viu em você seu chato, mas vai tratando de tomar a linha com ela, hein?
 -Nossa sua fingida, no quarto você deu um ataque por a gente estar juntos e agora esnoba. – ele revidou ainda sorrindo.
 Ela corou. Eu nunca tinha a visto corar antes, fazia um contraste com o cabelo.
 -Bem, se você dois vão ficar ai, eu vou comer. – anunciei logo depois de o meu estomago roncar.
 -Eu vou voltar para o quarto, chega de melação por hoje.
 -Chega de coisinhas chatas por hoje.
 -Ok, chega de pequenos insultos por hoje.
 Nós três rimos. 
 -
 Depois de a Mel ter voltado para o quarto - aparentemente ela tem formiga no pé, não consegue ficar muito tempo trancada lá dentro -, nós dois entramos no refeitório de mãos dadas. 
 Notei alguns olhares na nossa direção, principalmente de nossos amigos. David nos olhava incrédulo. Imaginei se ele iria pedir um ‘relatório’ de Luke como certas companheiras de quarto. 
 Nós nos sentamos numa mesa vazia, já com as bandejas de comida na mão. 
 Comecei a comer direto. Devia ser umas 9 horas da noite e a ultima vez que eu ingeri alguma coisa foi a oito horas atrás. Acabei me engasgando. Foi lindo de ver, Luke teve que bater nas minhas costas e tudo. E o pior é que ele não sabia o que fazia, dava risada ou me ajudava. 
 Depois de algum tempo, a comida finalmente desceu e eu pude respirar de novo.
 -Acho que eu fiquei muito tempo sem te alimentar, devia ter te dado algo para comer no caminho. Pelo menos você não iria partir para cima da comida que nem uma esganada agora.
 Eu o fuzilei com o olhar.
 Ele voltou a rir.
 Então me lembrei da festa de amanha do Andrew.
 -Luke, você vai à festa de amanha?
 -Que festa? – ele perguntou curioso.
 -A do Andrew. Eu não queria ir, mas a Mel não para de me encher o saco. Você vai?
 -Kay, eu não fui convidado.
 -Não?
 -Turner não costuma convidar qualquer um. Mas vocês se conhecem? – impressão minha ou ele estava com ciúmes?
-Bom, eu conheci ele no primeiro dia quando eu estava saindo da aula de Literatura. Logo em seguida ele me convidou para a festa, por quê?
 -Hm... só tenha cuidado, as festas dele não são muito... adequadas para menores.
 Eu dei risada. – Você realmente não tem noção das festas que eu freqüentava em São Frâncico, não é mesmo?
 As festas na maioria eram só para gente de elite. Pessoas bem vestidas e tal. Mas de civilizado só eram as roupas mesmo. Tinha de tudo, álcool, drogas e por ai vai. Eu tinha certeza que as festas daqui não eram muito diferentes. 
 -Bom, mas você não disse que não quer ir?
 -Disse.
 -Então, a Mel não tem como te obrigar a ir.
 -Eu sei, mas coitada, eu não vou deixar ela ir sozinha.
 -Quem disse que ela iria sozinha? Você não soube da ultima, soube? David e Michelle terminaram. Mel poderia convidar ele. Aposto que ela adoraria. 
 OMG, aquilo seria perfeito! Eu não estava em nenhum clima para festas.
 -OMG, eu te amo! – disse praticamente pulando de felicidade e dando um beijo na bochecha dele.
 Eu juro que eu só falei aquilo num impulso, eu juro! Mas quando ele ficou me encarando eu percebi o que eu tinha acabado de dizer.
 Depois de uns segundos incômodos nos quais eu não sabia onde enfiar a cara, ele me surpreendeu sussurrando de volta:
 -Eu te amo também Kaylee. 
 Dizer que aquilo fez o meu coração martelar? Não, foi mais pro um ataque cardíaco mesmo, mas quem se importa?
 Nós fechamos a noite em frente ao meu prédio de novo. Não sei por que, mas depois dele dizer aquilo, tinha tornado tudo mais especial do que já era. Provavelmente a única pessoa que já tinha me falado ‘eu te amo’ na vida fora minha boneca que eu costumava brincar quando tinha 5 anos, ela falava “eu te amo, mamãe”. Era cômico. Meus pais nunca nem chegaram perto disso. Aquela revelação realmente me surpreendeu. Muito.
 Mas quando eu subi de novo para o meu quarto – e Mel tinha ido passear em algum lugar. Eu não disse que ela não parava quieta? – nós continuamos conversando pela janela aberta. Era tão bom poder ter aquela janela para nós quando quiséssemos! 
 Enfim, Mel um dia tinha que voltar. Quando a fez, nós nos despedimos e eu fechei a janela tristemente. Céus! Nós ficamos juntos o dia inteiro, o que mais eu queria?
 -Mel, bem, eu arranjei um motivo para você ir sozinha nessa festa. 
 -Nem vem que não tem Wilson, nós vamos juntas.
 -O David terminou com a Michelle, sabia?
 -É eu soube hoje de manha, não é o máximo?! Finalmente ele deu um fora bem dado nela. – ela disse sorrindo que nem uma criança de cinco anos. – Mas ainda não entendi aonde você quer chegar.
 Levantei uma sobrancelha e disse:
 -Some dois mais dois e obtenha quatro. 
 Ela pareceu entender o recado.
 -Caramba Kaylee! Como eu não pensei nisso antes? Eu vou convidar o David agora! – e foi abrir a janela.
 Bem não precisava ser agora, mas fazer o que? Eu é que não ia interferir. Antes o David ser arrastado para aquela festa do que eu.
 Aproveitei enquanto a Mel estava na janela pra colocar o meu pijama e quando eu saí só faltava ela ficar rouca de tanto gritar: ‘ele aceitou’. Estava começando a ficar patético. 
 Depois disso caí na cama e dormi.