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Capítulo 12 - Compromisso - {3}



 Eu acho tecnicamente impossível alguém sentir algo mais forte do que eu estava sentindo lá, em seus braços. Por mais que eu soubesse que não era bom para a minha saúde confiar num foragido da policia – sim, eu tinha consciência disso – eu não conseguia me obrigar a ir embora e ignorar tudo o que havia acontecido naquela tarde e só falar, ‘vamos fingir que isso nunca aconteceu, ok’?
 -Você está com medo? – ele perguntou interrompendo minha linha de pensamento.
 Bom, eu não queria mentir para ele, então decidi falar somente a verdade.
 -Medo eu acho que não. Só muito confusa. É tudo muito novo e complicado. E você? Arrepende-se de ter me contado?
 -Não, nem um pouco. Na verdade, eu me sinto bem mais leve. Definitivamente, eu contei o meu segredo para a pessoa certa. – ele piscou, eu continuava a observar o pôr-do-sol em seus braços, mas não resisti em olhar seu rosto enquanto ele falava – E, no entanto, eu só queria ser normal. Uma pessoa normal, como eu nunca quis ser antes, só para eu poder ficar com você em paz.
 -Mas nós podemos fazer isso mesmo assim. – pelo seus olhos eu percebi que ele estava pronto para me contradizer e então mudei de assunto – E por falar nisso, tecnicamente, nós somos o que agora? – perguntei levemente, não querendo pressionar demais.
 Ele me respondeu me soltando de seus braços, levantando e me puxando junto com ele pela mão. 
 Então, ficou de frente para mim, se ajoelhou e ainda segurando minha mão, perguntou:
 -Quer namorar comigo, Kaylee Wilson?
 Parei de respirar. Eu não acreditei que ele tinha feito aquilo e nem me perguntado isso. Minha vida inteira eu sonhei com um cara romântico e cavalheiro e agora eu finalmente encontro um. Com o leve detalhe de que ele é um fugitivo da policia, é claro. Mas acho que no final ninguém é perfeito. 
 Então respondi as palavras que provavelmente, mudariam minha vida inteira:
 -Sim.
 Ele sorriu, se levantou e me beijou mais ternamente do que qualquer outro garoto já tinha ousado fazer na minha vida.
 Depois de algum tempo, ele se afastou e eu pude voltar a respirar normalmente. 
 -Você sabe dos riscos, não sabe?
 -Que riscos? – perguntei confusa.
 -Bom, eu só acho que não é muito saudável namorar um... fugitivo da policia.
 -Eu gosto de correr riscos, qual a graça da vida sem eles? – falei tentando fazer piada com a situação. 
 Ele suspirou. 
 -Sabe, eu acho que isso que você tem não é coragem, chega a ser loucura mesmo, mas você é quem sabe. 
 Então me olhou triste e falou:
 -Quer voltar para casa?
 -Não, não podemos ficar aqui por enquanto? – disse esperançosa, eu realmente estava gostando daquele lugar. Aquela vista era fantástica, já estava quase de noite. Além do mais, ir para a escola agora deveria significar cada um pro seu quarto e eu sinceramente não queria largá-lo ainda.
 Seus se iluminaram:
 -Claro – se sentou de novo e me puxou junto na grama do penhasco. – Mas você não está com frio? 
 Realmente estava começando a esfriar. Lembrando que eu estava apenas com um short e blusinha Speedo. Mas não era nada congelante e alem do mais, com ele ali, me abraçando, eu quase nem sentia nada. 
 -Não, nada de mais. 
 Passamos não sei quanto tempo ali, ele sentado, eu em seus braços, o luar se estendendo diante de nós e a eterna paz que parecia predominar para sempre.
 Depois de algum tempo, eu realmente comecei a ficar arrepiada com todo o vento que começou a soprar e agora nem mais Luke fazia efeito.
 -Acho melhor nós irmos agora.
 Ele segurou a minha cintura e me guiou para fora da floresta, já que estava escuro o suficiente para eu não enxergar praticamente nada. 
 -Como você consegue enxergar alguma coisa aqui? – todas as árvores pareciam exatamente iguais para mim.
 -Prática. Quando você se acostuma a vir aqui quase todo dia, achar a saída de noite não é problema nenhum.
 E de novo ele pegou aquele bendito atalho, mas de novo, eu não consegui enxergar nada pela falta de luz.
 Lembrei-me mentalmente da próxima vez decorar o caminho. Sim, iria ter uma próxima vez, se depender de mim. 
 Ele me conduziu o caminho inteiro até o carro e abriu a porta para mim. Bom, eu estava certa sobre a parte do cavalheirismo.
 
A viagem de volta foi tranqüila, devido ao fato de a escola ficar mais afastada da cidade, geralmente a estrada é vazia. Ele ligou o som do carro numa música ambiente e dirigiu com uma mão só. A outra estava segurando a minha no banco do carona. 
 Eu acho que em toda minha vida, eu nunca tinha me sentido tão... completa. O vento fazia o meu cabelo voar (a capota do conversível estava abaixada), a noite estava gelada, mas agora eu nem me importava mais. Parecia que eu estava dentro daquelas cenas de filmes, onde tudo é em câmera lenta. Ou naqueles trechos de livros piegas. 
 Finalmente quando chegamos, ele saiu e abriu a porta para mim.
 -Então, acho que nos vemos no jantar. – ele disse sorrindo.
 -Acho que sim. – O que estava acontecendo comigo? Daqui a pouco nós iríamos nos ver de novo, e, no entanto eu estava desanimada como se ele tivesse dito que iria passar dez anos fora!
 Seu sorriso se prolongou, e ele tocou meus lábios de leve com os dele.
 -São só alguns minutos, não dez anos. 
 Agora ele também lia mentes ou era impressão minha?
 Suspirei. – Ok, nos vemos mais tarde.
 Ele me beijou pela ultima vez, me conduziu até a entrada do meu prédio e logo em seguida entrou no dele. 
 Segui pelo corredor que não estava muito tumultuado porque muita gente devia estar jantando. Entrei no meu quarto, nem me preocupei em acender a luz, só fechei a porta atrás de mim e me encostei nela, suspirando. Tudo isso tinha acontecido mesmo comigo? 
 Agora imaginem o meu susto quando, uma pessoa diz dentro do quarto escuro pra mim:
 -Kaylee Elizabeth Wilson, eu posso saber até onde você estava ate agora?
 Eu devo ter pulado uns dois metros de susto, meu coração parou.
 Então eu acendi a luz e vi Mel sentada na cama me fitando. Essa garota algum dia ainda iria me matar! 
 -Mel... nunca mais faça isso! – falei ainda meio assustada.
 -Fazer o que? Fala sério, eu achei ate legal, tipo filme americano sabe? O culpado sendo pego no flagra e tal. – disse ela toda sorridente. Como ficar brava com uma pessoa 
 -Sendo pego no flagra e logo depois morto de susto, você quer dizer não é?
 -Ah, tanto faz. Mas não vai me dizer onde você estava mocinha?
 Então me lembrei da janela. Eu tinha ate me esquecido que minha janela era em frente da janela dele. Aproximei-me e pude ver Luke em seu quarto, olhando para nós duas com cara que não poderia se divertir mais. Ótimo, agora ele esta se divertindo à minha custa!
 Tratei de fechar a cortina para ele não ver a minha conversa com a Mel. 
 -Você estava com ele não é Kay? 
 -Com quem? – perguntei inocentemente me virando para ela.
 -Como com quem? Luke Adams. E não se faça de inocente, está escrito na sua cara que você ta gamadinha por ele. 
 -E se eu estiver? - Perguntei sorrindo.
 Ela deu um gritinho em sua voz de soprano perfeita.
 -Sério? Vocês estão juntos? Cara, que MA-RA! Eu não disse que era uma boa casamenteira? No momento em que eu encontrei vocês conversando aqui aquele dia eu sabia que ia dar em namoro. Espere ai, quantos anos você? Você não está pensando em se casar com ele agora que nem a minha prima, né, por que...
 Eu ri. 
 -Não, eu realmente não penso em me casar agora Mel.
 -Bom, é um peso a menos nas costas, mas eu quero detalhes, agora!
-Que tipo de detalhes? – perguntei me sentando cuidadosamente na cama. Só agora que eu estava percebendo que estava realmente cansada. Podia não parecer na hora, mas subir e descer aquela trilha tinha acabado comigo. 
 -Todos possíveis. Vocês estão namorando ou ficando?
 -Luke e eu estamos namorando, o que mais?
 Ela sorriu, seus dentes até reluziram. Foi aí que eu percebi.
 -Mel você colocou um piercing no dente? – perguntei ao mesmo tempo curiosa e tentando mudar de assunto.
 -Coloquei. Eu ia te chamar pra ir junto, mas não encontrei você em lugar nenhum. Por falar nisso, onde diabos vocês estavam?
 -Na praia. – eu não ia falar do penhasco. Aquele era o nosso lugar. Não queria dividir com mais ninguém.
 -Sei, e fala ai, ele beija bem?
 Ok, ok. Tentei não levar na pessoal. 
 -Sim, mas eu acho que devo ser meio suspeita pra falar, não? – perguntei rindo – E agora que o relatório acabou eu posso tomar um banho? Eu ainda nem jantei. 
 Ela fingiu pensar por um momento. 
 -Pode, mas não pense que as perguntas acabaram. Ainda tem muito mais Wilson. – ela falou isso de um jeito meio sombrio.
 -Ok, agora você me deu medo.
 E nós duas demos risadas juntas.