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Capítulo 11 - A Verdade - {5}


 -Tudo bem, isso eu entendi. – falei depois que seus lábios se separaram dos meus. – Você quer me contar, mas não pode. Mas porque me evitou? Isso eu não entendo.
 Ele sorriu.
 -Eu posso ser bem perceptivo, mas tenho a impressão de que você também é. Não é justo fazer isso com você, sacrificar a sua vida, não é justo, mas eu não agüento mais. 
 Virei-me, e peguei seu rosto para olhá-lo diretamente nos olhos mais uma vez.
 -De uma vez, me conte. 
 Não sei o que ele viu no meu olhar. Se era decisão, imperatividade, justiça ou qualquer outra coisa, mas só sei que, com o rosto ainda entre minhas mãos, ele contou:
 -Você ate já sabe metade da historia. Mas, minha irmã, era muito namoradeira, não se prendia a um cara só. – ele sorriu – Ela teve um namorado serio, e francamente eu não sei o que ela viu nele. O mais isolado, e mais estranho cara da escola. Ele tinha uma cara de dar medo. Mas tudo durou só três meses. Quando ela resolveu terminar, ele tentou de tudo, ate ameaçou se matar. Ela não cedeu. Uma semana depois, nós estávamos voltando de uma festa, eu estava dirigindo no meu carro. – seu sorriso simplesmente sumiu – Eu não sei do onde aquele carro apareceu. Num minuto a pista estava vazia, e no outro, minha vida deu uma cambalhota. Eu não me lembro de mais nada. Só que quando acordei, minha irmã estava esfaqueada do meu lado, e eu, com a faca na mão. Os policiais não acreditaram é claro, quando eu jurei que não fui eu. Eu nem tive tempo de me despedir dela. Eles acharam que os meus ferimentos eram muito leves para nos manter desacordado por muito tempo, por isso, eu supostamente tive tempo de sobra para matá-la. Eles achavam que eu estava atuando. Tudo estava contra mim, ninguém, ninguém acreditou quando eu falei que não fui eu. Só os meus pais. Eles sabiam que eu não iria fazer nada com ela, eles sabiam. Eu era menor, então quando eles me prenderam - ali mesmo, no local do acidente, com minha irmã morta ao lado – meus pais pagaram a fiança por eu ser menor e eu fui responder em liberdade. Nem meu próprio advogado acreditou em mim! Que outra opção eu tinha? Três dias depois, eu fugi. Que outra opção eu tinha? Mudei meu nome, meus pais me deram o cartão de credito e eu fugi. Foi minha mãe que pediu pra eu fazer isso! Minha mãe chegou ao ponto de enlouquecer. Chegou para mim e falou que não restava esperança e que ela não queria me ver atrás das grades. Deu-me o dinheiro suficiente, me abraçou e pediu para eu ir. Foi... doloroso. – ele disse depois de uma longa pausa e olhou para baixo, enquanto ele falava, eu recolhi as minhas mãos de choque de seu rosto. 
 Eu não conseguia falar, não conseguia pensar. Meu rosto estava numa mascara de choque. Eu não conseguia acreditar. Luke Adams, foragido da polícia, e esse nem era o seu nome!
 Não sei quanto tempo exatamente eu fiquei ali, paralisada, mas algum tempo depois ele disse:
 - Se...você não quiser acreditar em mim, tudo bem. No fundo, ninguém nunca acreditou. Não hesite em se afastar de mim. Eu vou entender – ele sussurrou ainda olhando o chão.
 Eu não conseguia me concentrar no que ele estava dizendo, eu precisava de um tempo. 
  O que foi mesmo que ele disse naquele dia, aqui?

-Sim, mas eu ainda quis dizer que uma coisa física não pode ser ruim o bastante. – eu disse retomando o assunto, antes que meus olhos que já estavam ardendo resolvessem explodir em lágrimas, eu já sentia minha garganta arder.
 -Será que não? Eu queria ter a coragem que você tem para poder enfrentar as coisas físicas.


 Eu queria ter a coragem que você tem para enfrentar as coisas físicas? Finalmente isso fez sentido. A prisão. Ele não tinha coragem de ir a júri e ser condenado. Ele queria ter a coragem que eu tinha. Mas, eu não era tão corajosa assim. Forte sim, mas corajosa? Eu não sabia o que fazer.
 Precisei de um minuto para lembrar que ele ainda queria uma resposta, seu rosto ainda baixo.
 -Eu... não sei o que eu dizer.
 -Ainda tem mais. – ele continuou olhando o chão – Naquele dia, que nós voltamos, depois de eu ter te beijado, topei com Greg no caminho. Eu não sei como, onde ou quando, mas aquele cretino descobriu a minha historia, e começou a me ameaçar. Se eu o entregasse a policia, ele me entregava junto. Eu não tive opção, e em parte foi por isso que eu me afastei de você. Greg pediu transferência, é verdade, mas ele de vez em quando ainda aparece pelo campus para ver se eu cumpri com a minha parte do trato. Eu também não conseguia agüentar olhar pra você e pensar no que aquele infeliz podia ter feito se eu não chegasse a tempo. Ainda me sinto assim agora, desonrado. Ele merecia estar atrás das grades, pagando pelos seus pecados. – e acrescentou numa voz tão baixa que eu não sei se ouvi ou imaginei – O outro motivo para eu ter te ignorado, e esse sim foi o principal é que não é bom pra você ficar perto de mim. A qualquer hora a policia pode me descobrir e você pode acabar indo junto. Eu nunca iria querer isso. Ficar comigo pode ser arriscado demais.
 E então, depois de mais alguns segundos, ali, a expressão paralisada de choque, eu finalmente consegui falar:
 -Mas mesmo você sendo inocente, fugir só foi mais uma prova para a policia de que você tinha algo para que fugir.
 Ele finalmente levantou o rosto e me encarou:
 -Então, quer dizer que você acredita em mim?
 -Bom claro. Se você está dizendo, eu confio. Eu nunca fui muito de confiar nas pessoas assim, no primeiro ato, mas com você é diferente. Eu acho. E quanto ao papo de ser arriscado demais, quem disse que eu me importo? Não como se você fosse me matar, né? Eu não vejo nada demais ficar do lado de uma pessoa inocente. Mas, você não poderia pelo menos me dizer o seu nome verdadeiro?
 Ele deu um sorriso tão lindo que provavelmente, poderia ter iluminado uma floresta numa noite sem lua. 
 - Henry Allen.  Mas de qualquer jeito, eu prefiro Luke. - falou com seus olhos safiras brilhando de expectativa.
 -É um lindo nome. Você não gosta?
 -Não, não muito. Mas você já viu como você é? Eu acabo de te falar que eu sou um foragido da policia, e, supostamente matei minha própria irmã, mas, no entanto, você não correu para longe de mim nem sequer está pensando muito no assunto. Está mais preocupada com o meu nome.
 Eu ri e me virei de novo para a paisagem maravilhosa à nossa frente, seus braços estavam de novo me segurando em seu peito. Já estava começando a ficar frio – o vento à noite podia ser gelado – mas eu nem o sentia. Seus braços estavam tão quentes, que eu nem percebi.
 Na verdade, eu estava feliz com o fato de ele ter confiado em mim. De ter me contado tudo e, agora que não existissem aqueles muros altos nos separando.
 -Eu não se foi o fato de você já ter salvado a minha vida antes, mas eu realmente confio em você. E eu nem sei por quê. Geralmente eu sou uma desconfiada de primeira.
 -Engraçado isso né? Eu sinto o mesmo por você. 
 O que me lembrou. Será que ele gostava mesmo de mim? Ou só estava assim comigo pelo excesso de confiança que nós tínhamos um no outro?
 Qualquer que seja o jeito, decidi ignorar a parte da minha mente me avisando:
 “Você está se metendo numa enrascada das bravas, foge, porque depois vai ser tarde demais pra isso.”
 E decidi relaxar e ser feliz pelo menos uma vez na vida.