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Capítulo 10 - Mistério - {3}


Até que decidi na quinta-feira perguntar ao David onde ele estava. Ate mesmo Mel andava preocupada. Então na hora do almoço, criei coragem e perguntei casualmente por onde andava o Sr. Adams.
David riu com minha referencia, mas depois fez uma careta.
-Bom, ele não sai daquele maldito quarto. Eu também estou começando a ficar preocupado. Quando sai, não diz pra onde vai e sempre vai um pouco antes das 5 da tarde e volta sempre as sete, quando todo mundo está jantando. Ou ele está começando a ficar maluco, ou eu sinceramente não sei o que aconteceu com ele.
Hmm... Ele sempre sai das cinco às sete? Então David não devia saber daquele penhasco onde Luke costumava ir para ver o pôr-do-sol. E David era a pessoa mais chegada em Luke

“Eu sei, - Luke disse quando nós estávamos naquele penhasco – é mesmo lindo. Eu passo a maioria das tardes aqui, olhando o pôr-do-sol. Isso geralmente me deixa mais calmo. É fácil ter... Fé aqui.”

Bom, pelo relato de David, Luke estava com algum problema. No momento, só eu podia saber onde ele se enfiava quando saia. Somei dois+dois, e infelizmente, deu quatro. 
Depois da aula, não me juntei ao grupo como nos outros dias, fui para o quarto, me troquei colocando meia, tênis, shorts e uma bata. Eu sabia que ia precisar andar.
Não me lembro de conscientemente ter tomado a decisão de ir atrás dele. Quando me vi, já estava dentro de um táxi – já mencionei como era dificil arranjar um por aqui? Principalmente morando bem longe da cidade. Nesses momentos em que eu sentia falta de Nova York. 
Pedi para ele me levar à praia. Não sabia exatamente o ponto, então disse só para ele me deixar em frente ao nosso restaurantezinho. Depois disso, tive que me virar para achar a trilha. Decidi andar ate o final para ver aonde ia dar, já que eu não conhecia o atalho que Luke pegou aquele dia. 
Eu já vou respondendo antes que alguém pergunte. NÃO, eu NÃO tinha menor idéia do que eu estava fazendo. Supostamente seguir um cara que você nem conhece direito, que te beijou, te ignorou, te magoou, e que aparentemente tinha um problema, para um lugar onde só você sabia que ele ia estar não fazia o menor sentido pra mim. Mas mesmo assim eu fui. 
Talvez fosse porque no fundo, eu sempre soube que ele tinha um problema dos bravos. Ele nunca superou a morte da irmã, e eu, de alguma forma, queria fazer o máximo para ajudar. Talvez fosse porque eu gostasse dele de verdade. Talvez fosse porque eu era uma maluca desnaturada que não sabia o que estava fazendo.
E eu realmente decidi ficar com a opção três.
Demorou mais ou menos uma hora e meia para eu chegar ao topo do da trilha. Eu estava suando bulhufas, mas ate que estava em ótima forma. Eu estava certa sobre pensar que no final da trilha eu iria chegar ao penhasco.
Agradeci por eu ter pensado no meu par de tênis e não simplesmente ter vindo com meus sapatos Manolo Blahnik.
A uns duzentos metros de mim, Luke estava sentado na grama, olhando o final de tarde. Ele não viu eu me aproximar.
-Provavelmente é justo você fazer isso comigo, mas David já está ficando preocupado. – eu disse me sentado ao seu lado.
Ele deu um pulo e se virou para me encarar.
-O que...? Como você...? Como? – ele obviamente estava aturdido. Seus olhos estavam arregalados, mas dava para ver que não era de raiva; era de medo. Seus olhos estavam apavorados como se um assassino tivesse descoberto seu esconderijo e fosse matá-lo ali mesmo. Senti-me meio ofendida com a idéia.
-Bem, você me falou que vinha sempre aqui e David estava pirando dizendo que não sabia o que estava acontecendo com você, pra onde você ia toda santa tarde e que você devia ter algum problema que não queria contar. Então, resolvi investigar – e sorri para ele.
Não era no todo uma verdade, mas também não era uma mentira.
Me senti meio estranha, esperando pelas palavras que eu sabia que cedo ou tarde teriam que vir. Algo do tipo: “Olha Kaylee, aquele beijo foi um erro, eu não gosto de você desse jeito, mas nós podemos continuar amigos, certo? Vamos só esquecer aquilo”. 
Ele suspirou de frustração me olhando nos olhos. Percebi o quanto eu senti falta daqueles olhos azuis safira escuro nos meus. Meu coração começou a martelar involuntariamente no peito.
-Eu só não agüento mais. Você já chegou num ponto na sua vida que teve que falar isso? Que não agüenta mais? Eu não agüento o jeito que a vida me trata, mesmo sem eu não ter feito nada. Não agüento mais o jeito que eu tenho que agir com você. Eu odeio isso.
Ele praticamente sussurrou na ultima frase. Mas sua voz estava tão firme e cheia de ódio, que me fez encolher. Tentei não demonstrar minha mágoa. Eu olhei pra frente para evitar seus olhos.
-Olha Luke... eu te entendo. Aquilo foi um erro, você se arrependeu. Ponto final. Você não precisa ficar se remoendo. Não importa. Está tudo bem. – eu praticamente tive que cuspir cada palavra. Tinha um nó cada vez mais crescente na minha garganta. 
Eu sabia que aquilo era estupidez e burrice, mas eu não podia ficar lá parada e deixar o cara se culpando. Eu iria seguir em frente. Ate parece que eu não tive que fazer isso a minha vida inteira.
-Do que você esta falando? – ele me encarou pasmo.
-Você não... você não esta falando do... do...- eu nem conseguia terminar a frase com ele me encarando daquele jeito, não tinha como desviar o rosto.
-Do beijo? Você esta brincando. Se tem uma coisa que eu não me arrependo naquela semana foi te beijar. – ele disse com um sorriso se formando na ponta dos lábios – Mas não, eu não estava falando disso.
Tentei não levar isso tão literalmente. Tentei não ter esperanças. Fui traída pelo meu coração quando ele deu um salto mortal dentro do meu peito.
-Então, do que você esta falando afinal? - eu perguntei meio tonta com aquela conversa. Parecia que nós estávamos falando em árabe.
-Eu não posso contar. – ele disse com uma tristeza profunda abrupta desviando o rosto para o mar.
-Eu não entendo. Você realmente esta me deixando confusa, sabia?
Ele suspirou.
Um bom tempo se passou, e quando eu achei que ele não ia mais me responder ele falou:
-Sabe o que eu mais queria agora? O que mais queria nesse momento – seu tom ainda meio tristonho – era poder contar a verdade a você. Toda a verdade, sem mentiras, sem meias verdades, sem enganações. Toda a verdade.
-Verdade sobre a que respeito? – perguntei devagar. 
-Sobre quem sou eu. Ou pelo menos, acreditam que eu sou. 
-Como assim? – eu estava realmente fazendo um grande esforço pra poder compreender sobre o que diabos ele estava falando.
Ele suspirou de novo.
-Eu não posso te contar. E não é por sua causa. Eu realmente não posso contar a ninguém. Mas parece que é impossível te esconder alguma coisa. São tão diferentes as coisas que eu quero e as coisas que são uma necessidade.
Eu peguei seu rosto entre minhas mãos virando o pra mim pra eu poder ler sua expressão. Eu disse que eu não me responsabilizava por meus atos, não disse?
-Você sabe que pode confiar em mim, não sabe? Que você pode contar comigo? Que eu nunca iria fazer nada que te prejudicasse. Você sabe disso, não?
Num intuito não sei da onde, eu percebi que os problemas dele eram muito piores do que simplesmente a morte da irmã mais nova. Muito piores do que os pais o achassem egoísta. Era um problema grande. E eu queria ajudá-lo. Eu queria reconfortá-lo. Eu queria fazer parte desse segredo custe o que custasse. Não havia uma coisa grande demais pra mim. Eu tinha uma perspectiva diferente de vida das outras pessoas e ele sabia disso.
Do nada, eu soube. Eu soube que esse segredo que tinha mudado a vida dele, também iria mudar a minha. Completamente. Eu sabia. Mas ainda assim, eu queria saber. Como ele disse, era uma necessidade. 
Ele me olhou com um olhar torturado, sua cabeça em minhas mãos. Sua pele era quente e macia.
-Eu não posso. Eu não posso fazer isso com você, não posso!
-Sim, você pode. E você vai. Se você não me contar, eu vou descobrir sozinha, quer você queria ou não. A escolha é sua. E por favor, não se importe comigo. Independente do que você me contar, eu vou ficar do seu lado. Eu também não vou ter uma parada cardíaca ou coisa do tipo. Eu também não vou contar pra ninguém, isso eu prometo. - eu disse olhando diretamente em seus olhos – Por favor, eu te peço, só não faça isso comigo. Você não sabe como esses últimos dias tem sido torturantes e nem como eu estou sofrendo agora vendo você assim. Por favor. – minha voz suplicante e, na ultima parte, soturna. 
E então, não me pergunte como, ele estava me beijando.
Não foi como o nosso primeiro beijo, nem de longe. Foi mais lento, mais demorado. Eu senti até a minha ultima vértebra, em toda a minha espinha.
Seus braços estavam em minha cintura, em meu rosto, e os meus estavam no seu. Então eu percebi como fui estúpida nesses últimos dias achando que ele simplesmente não gostava de mim. Era por gostar que ele estava fazendo isso. Era porque ele queria me esconder o seu suposto segredo. Eu não me importava. Nada importava. A única coisa que importava no momento era que ele estava me beijando. Nada mais. 
Mas, naquela época, eu não sabia nem mais da metade do que viria pela frente. Eu não sabia o quanto aquilo iria me afetar. O quanto aquilo ia me custar.
E finalmente, quando o beijo terminou, ele me puxou para seus braços e eu fiquei lá encostada em seu peito, de frente para o sol, minha cabeça encostada em seu ombro.
Mas seus lábios não pararam. Continuaram pelo meu queixo, pescoço. Minha pele ardia. 
 Depois de alguns minutos, eu finalmente recuperei a respiração e continuei:
 -Então, você não vai me contar o que aconteceu?
 Seus lábios pararam na base do meu pescoço. Ele não falou nada. Quando falou, sua voz tinha um tom sofredor.
 -Eu não sei se posso contar. Eu não sei se você vai querer continuar ficar comigo depois que você descobrir. E alem do mais, pode ser perigoso.
 -Eu já falei que não me importo. E você sabe que independente de qualquer coisa eu vou ficar do seu lado. Olhe, - e parei par pensar por um instante – porque você não começa me contando o porquê de você ter me evitado todo esse tempo? E porque anda se escondendo tanto? Quero dizer pelo menos antes você não agia assim.
 Ele meio que sorriu. Era difícil saber com seus olhos tão soturnos.
 -Era a isso que eu estava me referindo quando você chegou. O modo como eu estava te tratando. Eu tive vontade de morrer quando eu fiz aquilo. Não era justo, num dia eu beijar você e no outro te ignorar completamente. Mas eu não tinha outra escolha. Eu tinha que te evitar ao máximo, e, no entanto, ainda tenho agora, mas eu só não consigo mais. Durante muito tempo, eu tive que evitar contar a verdade pra qualquer pessoa. Eu não podia me aproximar demais dela, e eu não reclamava, pelo menos não totalmente. Mas com você é diferente. Eu senti isso desde a primeira vez que eu te vi. Eu quero te contar a verdade, eu quero ficar com você.
 Parei de respirar. Precisei de um minuto para absorver os fatos.
 -Então, se é assim, conte, fique.