<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d4603614605739986666\x26blogName\x3dSunset,+NC\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://sunset-nc.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_BR\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://sunset-nc.blogspot.com/\x26vt\x3d-2958908475306464066', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>
Capítulo 7 - Apaixonada - {2}


  Quando o sol definitivamente desapareceu no mar, nos restando só alguma luz para enxergar, Luke disse:
 -É melhor nós irmos agora.
 -OK. 
 O caminho de volta não pareceu tão demorado quanto o da ida. Em certo ponto da floresta, Luke saiu da trilha, seguiu por umas arvores e encontramos um barranco. Ele me ajudou a descer segurando minha mão e minha cintura e então estávamos na praia de novo. 
 A praia estava deserta a não ser por um casal de namorados que passeavam na beira do mar. Nós fomos em silencio para seu carro. O que me lembrou que ele não tinha carro. Como nós íamos embora?
 Antes que eu pudesse perguntar alguma coisa, ele respondeu:
 -O meu carro está no mecânico, eu ia ter que pegar ele de qualquer jeito agora. A mecânica fica do lado do restaurante que nós almoçamos. 
 Eu não tinha percebido mecânico nenhum até nós chegarmos lá. Tinha uma placa feita à mão dizendo: ‘Ofixina mecânica’. Sim, com ‘x’. Quase me engasguei quando vi aquilo. 
 Paramos em frente a um conversível New Civic prata. E Depois de acertar a conta, ele abriu a porta do carona pra mim, entrou no carro e seguimos para a escola. 
 Estava um silencio desconfortável entre nós. E eu não sabia exatamente por quê.
 -Desculpe se eu te ofendi com todo aquele papo de tentar adivinhar como você funciona por dentro. Foram só deduções.
 Na verdade eu não estava mais braba.
 -Não, você não tem que pedir desculpas, eu só reagi exagerada. 
 -Não, não reagiu não. Você tinha todo o direito de ficar assim. Desculpe-me. -Ok. Mas só se parar com esse papo de deduções. – eu sorri – Da próxima vez, tenha algo concreto pra basear seus intuitos.
 Ele sorriu também. Meu coração tropeçou.
 -Então estou livre para continua tentando adivinhar suas emoções? Desde que eu tenha bons argumentos, é claro.
 -É claro. 
 Ele dirigia devagar pela estrada e a sensação do vento batendo no meu cabelo era realmente boa.  
 -Então, o que nós vamos fazer sobre ele? Sobre Greg quero dizer.
 -Você não precisa se preocupar, eu cuido dele – sua expressão era confiante.
 -Obrigada mais uma vez – insisti, minha voz não passando de um sussurro – por tudo. Principalmente por não ter me levada pra praia àquela hora.
 Ele sorriu.
 -Estou à disposição. Mas deixa ver se eu acerto dessa vez, você não quis voltar pra praia porque você não queria que ninguém te visse daquele jeito. Estou certo?
 Eu não podia ficar mais brava com ele depois de tudo o que ele fez e alem do mais o ‘estou à disposição’ dele foi fofo. E que sentido havia em discutir? Ele estava certo.  
 -Sim, você está certo – confessei.
 -Bom pelo menos nisso eu acertei. – e seu sorriso aumentou.
 Eu estava meio abestalhada olhando pra ele quando percebi que ele continuava sem camisa.
 -Mas você ainda esta sem camisa. As inspetoras não iriam adorar se vissem um aluno seminu pelo corredor? 
 Ele riu. – Elas não entram mais no nosso prédio. Em parte é por isso que todos fazem o que querem agora lá.
 -Por que elas não entram? – eu perguntei confusa.
 -Da ultima vez um calouro andou mais que seminu pelo corredor. É claro que ele levou uma advertência, mas as inspetoras não entram mais no nosso prédio desde então.  
 Dei risada tentando imaginar a cena.
 Já havia quase escurecido quando chegamos, então não tinha muitos alunos pelo jardim.  
 Luke saiu do carro e abriu a porta do carro de novo pra mim. 
 - Então, direto pro prédio antes que alguma inspetora te veja aqui fora. – eu disse brincando.
 -Certo, mas antes eu quero fazer só mais uma coisa. – ele respondeu, seu sorriso reluzindo diante a lua.
 Quando eu ia perguntar o que ele queria fazer, ele me beijou. 
 Não foi um beijo normal. Foi tudo.
 Mas também a sensação que me tomou, não foi nem de longe normal ou dos tempos que eu beijava Dylan. Foi algo que eu nunca imaginei sentir antes. Foi tão... Forte. Eu pensei que eu iria derreter ali mesmo e o meu coração explodir dentro da minha caixa torácica. 
 Seus lábios eram quentes e macios contra os meus. E ele parecia esfomeado.
 E então, ele levantou a cabeça – ele devia ter uns 1,75 enquanto eu tinha 1,65, ou seja, 10 centímetros maior que eu. 
 -Desculpa – ele disse aturdido – Me desculpe, eu não quis... eu... tenho que entrar, eu te vejo amanha.
 -Tchau – murmurei, mas ele havia ido embora.
 Pus a mão em meu coração como que pra ele parar de bater tão rápido e suspirei. O que foi aquilo?
 Eu sabia o que tinha sido. Eu sabia, como eu sabia o que eu estava sentindo naquele momento. Nunca tive tanta certeza do que eu sentia em toda a minha vida. Eu estava apaixonada. Por um cara que eu aparentemente só conhecia a exatamente um dia. Maravilha. 
 Entrei no meu prédio e fui direto para o meu quarto, Mel não estava lá, então ela devia estar no refeitório jantando ou coisa do tipo. Eu estava sem fome. 
 Fui direto para o chuveiro para ver se eu conseguia me acalmar pelo menos um pouco. 
 Não lavei o cabelo, se não eu teria que secar ele, e eu não estava com o menor saco pra isso agora. Eu o lavaria amanha, o que me lembrou que as aulas começariam amanha também. Eu gemi de frustração. 
 Pelo menos, eu já havia encontrado uma razão o suficiente para gostar da nova escola.
 Quando sai do banheiro, Mel estava me esperando ansiosa pra saber tudo o que aconteceu. Me objetivo inicial era correr para a janela para ver se Luke estava em seu quarto, mas Mel fechou a cortina para eles não nos verem.
 -Agora senta aqui e conta tudo o que aconteceu.
 Perguntei-me se devia ser segredo. Acho que não tinha problema contar para a Mel. Então contei para ela tudo o que aconteceu. Só que quando eu falei pra ela que o Luke havia me levado para a ponta de um penhasco e perguntou maliciosa: - Para fazer o que?
 Fingi ignorar este ultimo comentário.
 E eu disse que foi para cuidar da minha cabeça – que por sinal só tinha deixado um corte raso, não precisava de pontos. Eu contei tudo pra ela, só uma coisa eu não contei, o beijo.
 Não sei por que, mas seu não queria dividir isso com ninguém, era uma coisa só minha. Além do mais, eu não tinha certeza do que estava acontecendo exatamente. Quer dizer, ele me beijou – por um tempo curto demais para o meu gosto -, e ele pareceu bem arrependido depois que o fez.
 Será que ele se arrependeu de ter me beijado?
 -Então vocês viram o pôr-do-sol juntos, hã? Que Romântico! – Mel prosseguiu com o seu discurso.  
 -Ah, é. Mas nós só estamos falando de mim. Você não gosta de ninguém por aqui? – tentei mudar o rumo da conversa, o assunto já estava me constrangendo.
 -Bom, gostar eu acho que não, mas vamos encarar, o David é super fofo! – ela disse caindo na minha tentativa de reorganizar o assunto.
 -Mas ele não namora a Michelle? – perguntei pasma.
 -Eles mais brigam do que namoram, eu só estou falando porque, se, um dia, sabe como é, mais pra frente, eles terminarem, talvez eu esteja disponível para ele. 
 Eu ri com o modo inocente demais que ela falou. 
 Fomos dormir logo depois disso, eu nem jantei. Estava cansada demais e no outro dia ainda tinha aula. 
 O mais reconfortante foi saber que amanhã de manha, eu iria acordar e ver Luke pela janela.