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Capítulo 5 - Salvador - {3}


Bom, é claro que eu lutei. Enquanto estava sendo arrastada mato adentro, eu golpeei, chutei, e acho que deixei sérios machucados na canela de meu agressor. Também tentei morder mão que tampava a minha boca, mas acho que ele não sentiu nada.
 Depois de uns 10 minutos sendo arrastada me perguntei se alguém dera por minha falta. Só se fosse o Luke ou Greg a perceber a minha ausência. David e Michelle estavam muito preocupados em namorar pra perceber qualquer coisa ao redor.
 Meu agressor também devia ser um novato no ramo. Ele devia ter me dado... como era o nome daquela coisa que dão pra gente apagar nos seriados policias? Aquilo iria ter evitado bastantes machucados da parte dele.
 Não posso dizer que eu fiquei realmente com medo. Qual seria a pior coisa que poderia me acontecer? Ele me matar? Certo. Isso definitivamente não era tão ruim assim. Eu não posso dizer um dia em que eu tenha ficado morta de medo. Apavorada, preocupada, sim. Mas com medo? Era bem difícil eu sentir medo. Principalmente de alguém tão novato no ramo.
 Quando estávamos longe demais para os outros nos ouvirem – assim pensei eu -, meu agressor novato resolveu se virar e dar as caras. Eu estava certa sobre o fato de ser novato. Era o Greg.
 -Greg? – perguntei exasperada quando ele tirou a mão da minha boca. Eu estava um pouco sem ar com o fato de estar a mais de 10 minutos sendo arrastada mato adentro. Por aparentemente um garoto que ficou dando em cima de mim a tarde inteira. Perfeito.
 -Olá Kay. – eu já disse como o meu nome soava estranho saindo de seus lábios? Fazia parecer com que ele estivesse falando com uma garotinha de 2 anos. – Desculpe o transtorno, mas eu realmente não vi outra maneira de fazer isso.
 -Fazer o que? E por acaso, dá para me soltar? – ele estava quase me esmagando contra uma arvore que devia ter uns cem anos de idade.
 Ele riu: - Seria tudo bem mais fácil se você quisesse também, amor. Transformaria tudo numa coisa bem mais simples se você ao menos colaborasse.
 Amor? Quem era o amor aqui?
 -Eu não estou entendendo o que você quer dizer, mas estou avisando, se você não em soltar agora, eu vou gritar, eu juro que eu vou gritar. – falei com os olhos semicerrados de raiva. Isso estava me cansando.
 Ele pegou um tufo do meu cabelo e começou a brincar com ele.
 -Pode gritar se quiser. Isso torna tudo ainda mais emocionante. E duvido que alguém vai poder ouvir mesmo. – ele começou a roçar os lábios no meu pescoço. Me arrepiei. Não de um jeito bom.
 -Você que pediu seu idiota. – e comecei a gritar. Alto.
 Ele começou a me beijar impedindo meus gritos, imediatamente comecei a me rebelar, tentando me libertar de suas garras de ferro, mas ele era mais forte, agarrou minha cabeça e praticamente a jogou contra o tronco de arvora atrás de mim. Fiquei um pouco grogue.
 Quando suas mãos estavam habilmente quase alcançando meu sutiã, senti que no segundo seguinte ele não estava mais lá. A minha cabeça ainda rodava pela pancada, mas consegui enxergar alguma coisa. Um garoto que eu não reconheci imediatamente havia arrancado Greg de mim e começou a socá-lo. Bons socos, não havia como negar. Não havia nem tempo para Greg corresponder à luta. E então, quando ele caiu, cheio de sangue, mas não morto, claro que não - Vaso ruim não quebra. Mas aparentemente, seu nariz pode quebrar, sim -, o meu salvador se virou para me encarar. A essa altura, eu já estava sentada no chão, sem saber se teria força o suficiente para poder me levantar e correr. Poderia rapidamente imaginar como estava o meu rosto à uma hora dessas. Preferi não pensar nisso. Um horror.
 Voltando ao assunto, o meu salvador era nada mais, nada menos que, Luke Adams.
 Ele rapidamente se sentou ao meu lado.
 -Você esta bem? – ele se virou para me encarar. Por um momento achei aquela pergunta mais tola entre todas. Que motivo eu teria para não ficar bem?
Ele estava ao meu lado, me encarando com seus olhos que pareciam um céu estrelado à noite. Então olhei melhor. Ele parecia que estava sendo torturado. Sua expressão torturada. Será que ele havia se ferido? Demorei alguns segundos ate perceber que a única ferida aqui era eu.
 -Hmm, claro. E você? Como está? – respondi calmamente.
 Ele bufou. Comecei a encará-lo. Por que ele estava bufando?
 -Você acaba de quase ser agredida sexualmente e você pergunta se eu estou bem? Ele deve ter batido sua cabeça com força mesmo. – eu estava prestes a discutir com ele quando ele começou a tirar a camisa.
 -O que você esta fazendo? – perguntei tendo um vislumbre do que era seu tanquinho abdominal. Realmente não eram todos os dias que você via uma coisa dessas, sabe.  
 -Se você ainda não percebeu sua cabeça esta sangrando. – e enrolou a camisa pólo na minha cabeça.
 Sério? Eu nem tinha percebido. Devia ser um corte superficial demais.
 -Mas você vai arruinar a sua camisa! – argumentei inutilmente
 Ele deu de ombros: - Eu tenho outras. É melhor nós voltarmos. Os outros devem estar procurando por nós. – se levantou e me ofereceu a mão para me levantar junto com ele.
 Entrei em desespero: - Não, por favor, eu não quero voltar. 
 Ele passou uns dois minutos me encarando – provavelmente tentando compreender sobre o que eu estava falando – e depois se rendeu:
 -Ok, ok. Vamos. – e me pegou no colo. O. Que. Ele. Estava. Fazendo?
 -Não se preocupe, – ele respondeu a minha pergunta não dita – eu não vou te levar de novo pra praia. Só um lugar que eu gosto de ir de vez em quando.
 -E Greg? – ele deu a impressão de que quis vomitar quando eu disse o nome dele. 
 -Vamos deixar ele ai. Ele devia dar graças a Deus por nós não darmos um boletim de ocorrência na policia. Depois eu cuido daquele canalha. 
 Não havia porque discordar. Eu tinha dois motivos para não querer isso:
 Primeiro: Eu estava nos braços de Luke, seu peito e braços nus e fortes ao meu redor me levando para alguma parte desconhecida da mata como se isso realmente não fosse nenhum esforço. Quer dizer, me carregar nos braços.
 Segundo: ele não estava me levando de volta à praia, isso era ótimo. Ninguém precisava me ver daquele jeito. O que me lembrou.
 -Como você nos encontrou?
 -Bom, você realmente tem um grande pulmão e garganta, isso eu tenho que admitir – ele sorriu, por alguns segundo, eu perdi a respiração -, mas antes disso, eu tinha percebido que vocês tinham sumido e eu estava à sua procura. Eu tinha uma leve noção do que estava acontecendo, é claro. Levando em conta ele não conseguia tirar os olhos do seu vestido, a tarde inteira. E também, porque, bem, eu conheço o tipo. – ele disse isso com um rancor na voz, uma raiva. Não consegui me impedir de tocar o seu rosto e perguntar suavemente:
 -Você esta mesmo bem? Sinceramente, parece que há mais coisa nessa historia do que eu posso compreender. – não sei o que me fez dizer aquilo, só saiu. As palavras tinham mente própria.
 Ele me olhou por um momento e depois suspirou rearrumando as suas expressões.
 -Sim, mas sabe como é alguém tem que ficar apavorado com o que aconteceu. Você não parece nem ao menos frustrada.
 -Digamos que eu tenha um ponto de vista diferente da maioria das outras pessoas. 
 E me encarou mais uma vez. Agora ele parecia algo com fascinado. Suas emoções mudavam tanto que estavam me deixando tonta. 
 O resto do caminho foi silencioso, eu não estava tão preocupada em romper o silencio. Estava mais preocupada em como seus tendões do braço pareciam realmente fortes enquanto me carregava. 
 E então, nós paramos. Peguei-me observando seu rosto que nem uma idiota. Perguntei-me se estava babando também. Recompus minha expressão rapidamente, e então olhei em volta enquanto ele me baixava no chão. NÃO, eu quis gritar, NÃO, eu não quero sair do seu colo. Alem do mais ele cheirava bem. Não era muito doce, nem muito cítrico, o intermediário perfeito.
 Assim que olhei onde nós estávamos, me embabasquei. Era o alto de um penhasco, com uma vista linda para o mar abaixo de nós – devia ter uns 30 metros ate o chão – e uma mais ainda para o pôr-do-sol à nossa frente. Eu nunca tinha ido a um lugar mais lindo ou perfeito.
 -Eu sei, - Luke disse quando eu fiquei muda – é mesmo lindo. Eu passo a maioria das tardes aqui, olhando o pôr-do-sol. Isso geralmente me deixa mais calmo. É fácil ter... Fé aqui. 
 -É... Maravilhoso. Como você descobriu esse lugar? – e olhei pra ele e ele estava me encarando, a expressão serena.
 -Fazendo trilha. Por falar nisso, - e pegou um celular em seu bolso – nós temos que avisar aos outros que estamos bem.
 Eu assenti. Ele discou o número de alguém.
 -Oi Mel, é sou eu, Luke. O que? Não ela esta bem. Olha Mel... Não, não tem motivo pra você se preocupar. É uma longa historia. Não, não interessa onde nós estamos o.k.? Depois eu a levo pra casa... O que? O Greg apareceu ferido ai? Fala pra ele que eu mando pioras – e riu – Mel, eu já disse, ela ESTÁ bem. Olha Mel, eu vou desligar, quando você estiver emocionalmente controlada de novo pra ter qualquer outra conversa, me liga. – e desligou.
 -Ela está descontrolada?
 -Ela sempre foi assim. Por qualquer coisa já se desespera. – ele balançou a cabeça lembrando - Mas e você? Ele te machucou muito? Não acredito que ele foi capaz de te machucar tanto – e assentiu para a minha cabeça.
 -Não, eu estou bem. Mas acho que não preciso mais disso, - e tirei a camisa dele – agora já toda vermelha de sangue - da minha cabeça e coloquei no chão, no espaço entre nós - parou de sangrar. 
-Você tem noção do quanto eu fiquei desesperado quando eu te vi lá no chão, sangrando?  
 Eu ri: - Pelo menos não tão desesperado quanto a Mel ficaria no seu lugar.
 -Bom, olhando por esse lado, é bom ela não gostar de fazer trilhas. – e me olhou de um jeito estranho, profundo, e eu me perdi naquela imensidão azul escura por alguns segundos, depois acrescentou - É engraçado, mas parece que eu te conheço bem mais do que há apenas algumas horas.
 Eu sentia exatamente, a mesma coisa.
 -E, talvez, os sentimentos sejam mutuo. – falei olhando fixamente para seus olhos azuis, depois desviei o meu olhar, corando, para o fim de tarde que se estendia à minha frente.