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Capítulo 4 - Agressão - {2}


 Foi muito gentil da parte da Mel se oferecer para ajudar a arrumar a minha mala.
 -Nossa, estava na cara que ele estava dando em cima de você. O que é estranho, porque ele não é muito de dar em cima das garotas – esse foi o único problema, ela estava dando uma de casamenteira pra cima de nós dois – eu não estou dizendo que eu aprovo, o Adams sabe ser bem estranho quando quer. Ele sabe direitinho quando eu estou mentindo, dá pra acreditar? Mas mesmo assim é bem legal, considerando que ele mora aqui do lado e tal. E ele realmente é bem lindo, caramba.  
 Eu não neguei nem afirmei nada, só continuei tirando as roupas da mala – que por sinal era enorme, considerando os cartões de credito que meus pais me davam. A fala sério, você não pode me culpar por eu aproveitar a única coisa que eles me davam, ou seja, dinheiro – silenciosamente. Quando tudo terminou, minha cabeça estava rodando, coloquei o meu pijama e dei uma ultima espiada pela janela, mas o quarto estava escuro e vazio. Era meia noite quando eu fui dormir, mas em São Francisco devia ser só umas nove horas. Não sabia muito bem de que horas era o fuso. Mas eu estava cansada demais, então o fuso não pesou tanto. 
 Acordei com a luminosidade da manha. Em São Francisco, de manhã tinha uma neblina densa cobrindo toda a cidade, e à tarde que o sol aparecia. Aqui era sol desde a manha. Isso era bom, eu não gostava muito de congelar logo de manha. 
 Só então percebi que o sol estava muito no meio do céu. Olhei o relógio, eram quase meio dia. 
 -Bom dia dorminhoca. Estava te esperando acordar. Sabe, nós estávamos combinando de ir almoçar fora, sabe como é, comemorar a sua chegada e tal. Topa?- Durante a semana era obrigatório que todo o corpo estudantil fizesse as refeições no colégio. Só nos finais de semana estava liberado. 
 -Hmm – eu ainda estava meio grogue, não dava pra responder logo de cara – Quem vai?
 -Bom, eu, Michelle, Lisa, Sarah, Greg, Phil e eu falei com o David e o Luke, e eles topam. 
 Ela tinha me apresentado a todas essas pessoas ontem, mas eu só lembrava de nome. Bom, sem ser de nome, eu lembrava só do Luke. Não me importei exatamente com o fato dele estar lá.
 -Hmm, claro, por que não?
 -Ótimo, agora vê você se arruma logo.
 Levantei-me na mesma hora. Deus sabia como eu poderia demorar me arrumando. E era chato os deixar esperando tanto. Escolhi um vestidinho com decote em V de seda super leve com estampa florida para usar. Estava realmente muito calor. Quem diria que na costa leste pudesse fazer esse calor! Depois de me maquiar e arrumar o meu cabelo com secador – geralmente de manha o meu cabelo precisa ser domesticado de novo com ajuda do secador -, saí do banheiro, peguei minha bolsa e Mel já estava me empurrando porta afora. 
  (Vestido: http://www.polyvore.com/oasis_floral_top/thing?id=5806985)
Percorremos o corredor e paramos em frente a um quarto onde pegamos Michelle e Lisa, as gêmeas loiras de olhos azuis, mas que só tinham isso em semelhança. Seus traços e rostos eram totalmente diferentes. E em um outro com para pegar Sarah. Ela estava nos esperando em frente à porta. Seus olhos e cabelos eram pretos. Ela era bem pequena, devia der 1,60 de altura.
 Eu sempre me senti frustrada em relação a meus olhos. Eu sempre quis ter olhos claros, mas acabei tendo olhos castanhos escuros. Para quem olha de longe, parece preto. Mas não é, é castanho. Em relação ao cabelo nunca tive do que me queixar. Meu cabelo é castanho claro, eu adoro a minha cor, mas algumas pessoas falam que eu sou loira. Mas eu não sou, é só castanho claro, droga. 
 Encontramos os garotos em frente ao nosso prédio a uma da tarde. Dava pra ver que a Mel estava morrendo de fome, por isso sua pressa. O único que eu ainda não conhecia do grupo era David e Phil. David era bem simpático e eu descobri que ele namorava uma das gêmeas, Michelle. Phil eu não tive oportunidade de conversar. Ele era bem reservado. Luke estava todo magistral em seu pólo e jeans básicos, mas dava pra ver que eram roupas de marca. Ele deu uma piscadela quando me viu. Eu sorri. Mel me deu uma cotovelada e uma risadinha quando viu isso.
 Acabamos indo no carro de Greg – que pareceu bem feliz em me ver de novo – Greg de motorista, Mel e Phil atrás e eu de carona. Greg só abriu a porta pra mim, sem me perguntar a minha preferência de lugar. O carro era nada mais que um Camaro vermelho reluzente. 
 Os outros foram no carro de David – um Honda Fit champanhe. 
 Eu queria falar de novo com o Luke, não sei por que, mas eu estava com saudades. Nós só nos falamos uma vez há algumas horas atrás e eu estava com saudade, qual era o meu problema?
 Não fiquei muito entusiasmada em conversar com Greg, mas que opção eu tinha? De vez em quando Mel vinha me dar uma ajuda, mas era eu que tinha que responder a todas as milhares de perguntas que ele fazia. Comecei a não simpatizar muito com o dito cujo quando ele começou a dar em cima de mim descaradamente, pondo a mão na minha perna, que eu a tirava de lá rapidamente. Pude sentir Mel soltando faíscas lá atrás. Eu não precisava perguntar para saber que ela não ia muito com a cara dele também. Ontem, antes de dormir, ela me contou que ele já namorou com uma antiga amiga dela, Nicole, mas eles terminaram o nada e ela não quis contar o porquê.
  Finalmente chegamos ao nosso restaurante, no centro da cidade. Eu ainda não tinha tido a oportunidade de conhecer a cidade, então tudo lá me impressionou.
 Era um restaurante de comida italiana – a minha favorita. Sentamos-nos numa das mesinhas fora do restaurante, estava quente demais para ficar lá dentro. Tivemos que juntar duas mesinhas – cada uma delas para quatro pessoas – e colocar mais uma cadeira na ponta para caber todos. Acabei me sentado entre Lisa – que descobri ser bem legal – e Greg. Era pra ser Mel, mas ele andou mais rápido que ela, roubando seu lugar. Deu pra ver que ela ficou brava pela falta de cavalheirismo dele. 
 Cada um pediu um prato diferente para si – eu pedi macarrão talharim com molho de tomate fresco e coca. O papo estava bem agradável, nós demos muitas risadas. David acabou se revelando um palhaço nato e era impossível não rir dele. Mas de novo, de vez em quando, Greg ficava se aproveitando de nossa proximidade e colocando a mão sobre a minha perna. Uma, duas, na terceira eu dei um safanão na sua mão e pedi baixo para que ninguém ouvisse, com os olhos semicerrados: 
- Pare com isso. 
 Ele só levantou uma sombracelha como questionando sobre o que eu estava falando. Eu o ignorei. Quando olhei para frente de novo, peguei Luke, que estava na minha frente, nos encarando duvidosamente. Eu corei.
 Depois de termos pagos a conta, fomos dar uma volta pela praia.  
 Acabamos fazendo uma fogueira na praia. O que foi bem legal, levando em conta que eu sempre tivera vontade de fazer. Surpreendi-me ao ver que as chamas eram azuis e verdes por causa do sal. Estavam todos conversando animados, Greg não tentou mais nada depois da minha súbita rejeição. Luke estava quieto, não falou mais nada depois de eu o pegar olhando para mim. 
 A praia fazia divisa com uma floresta, e os garotos estavam falando em fazer trilha. Eu nunca fui chegada com a natureza, longe disso. Mas Luke ia, e eu queria falar com ele de novo. Fomos eu, David, Michelle, Luke e Greg. Devia ser umas 3 horas, então o sol estava de rachar. 
 Mas eu nem tive oportunidade de falar com ele, primeiro porque era só subida, segunda que a certo ponto, depois de estarmos longe demais para os outros nos virem eu fui subitamente agarrada por trás, uma mão em minha boca e outra segurando meus braços num aperto de ferro. Os outros não viram só continuaram sem mim. Fui sendo arrastada para dentro da floresta. Meu agressor não me deu oportunidade de ver seu rosto, só continuou.