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Capítulo 2 - Amigos - {4}


Lá dentro era como um quarto dividido ao meio numa linha imaginaria. Metade do quarto era totalmente abarrotado de Cds, revistas, livros e roupas, a outra metade era vazia, só com os cômodos e a cama com seu edredom cor de areia. A outra cama tinha um edredom laranja.
 Minha colega de quarto estava deitada na cama, folheando uma revista. Quando ouviu eu entrar, se endireitou na cama e num pulo se levantou. 
 -Você deve ser a novata aqui, seja bem vinda. – diferentemente da inspetora, ela não falou isso roboticamente, mas como se desejasse isso mesmo. Fez-me sentir um pouquinho melhor. 
 Sua voz era grave e suave ao mesmo tempo. Fiquei me perguntando se ela cantava nas horas vagas. Ela tinha cachos de cabelos ruivos acaju – do tipo que se pinta e não que é natural – caindo sobre os ombros contrastando com sua pele branca, e um piercing como um diamante no nariz. Seu rosto era lindo.
 -Ah, obrigada – falei espantada quando, um segundo depois ela estava me dando um beijo no rosto.
 -Você não imagina como é ficar sozinha num quarto, sem poder conversar com ninguém a noite. Tem gente que ate gosta, sabe como é de alguma privacidade, principalmente com garotos por perto, - ela piscou pra mim – mas que graça tem isso? – E sorriu, seus dentes perfeitos. 
 Eu sorri de volta, parece que íamos nos dar bem.
 Apesar de não ter nenhum garoto que preste na minha antiga escola, teve uma época, que eu namorei sério com um garoto – Dylan – que era integrante do time de beisebol. Durou no total, sete meses. Ele acabou se mudando de escola e nós nunca mais nos falamos. É claro que ouve outros garotos, mas nada muito sério. 
 -Bom, eu sou Kaylee Wilson, e você deve ser Melanie Philler. 
 -Pode me chamar de Mel mesmo. Hei – ela disse quando viu minhas malas, depois que você tiver desarrumado suas malas, eu posso te mostrar o colégio e apresentar algumas pessoas.
 -Na verdade, eu odeio arrumar e desarrumar malas, me dá dor de cabeça. A gente pode ir agora, eu topo qualquer coisa pra adiar essa tarefa.
 Ela riu. –Vamos. 

 
 -Então, seus pais te chutaram da Califórnia porque não queriam mais você por perto? – Ela perguntou enquanto passávamos por uma estatua no jardim do colégio. Descobri que Melanie – Mel – podia ser bem legal, e ela não estava tão impressionada com a minha aparente ausência de afeto familiar. Ela veio de uma família muito grande – cinco irmãos, ela era a única garota – em Nova Jersey, seus pais também a despacharam pra cá. 
 -É. Eles podiam ter esperado ate a faculdade, mas por que esperar ate a faculdade, se você pode mandar sua filha pro outro lado do país amanha? 
 -Eu sei como você se sente, no começo é assim, mas depois você se acostuma. Eu prefiro essa escola a minha casa agora. É bem menos assustadora – Ela riu, sua voz perfeita. – Ei, Mel – Um garoto loiro que parecia ter idade suficiente para ser professor nesse colégio, mas obviamente não era, estava andando pelo jardim a chamou, com mais ou menos um metro e oitenta, feições marcantes, no entanto ele não era feio. Longe disso.
 Ele se aproximou com interesse no rosto.
 -Oi Mel, posso saber quem é a sua amiga? Acho que nunca nos vimos antes aqui, não é? – Essa ultima parte ele perguntou se direcionando pra mim. Percebi que ele usava uma calça jeans e camisa pólo que, fala serio, realçavam os seus bíceps ate demais.
 -Eu cheguei aqui hoje, então nós nunca nos vimos. Kaylee Wilson – me apresentei e estendi minha mão para cumprimentá-lo. 
 -Gregory Hall – ele estendeu a mão, ela era áspera e quente. Mas não tipo que incomodasse. – Então, qualquer hora nós nos vimos por ai Kay – e piscou.
 Quando ele foi embora, Mel fungou, olhei para cima, e levantei uma sombracelha, ela era uns cinco centímetros maior do que eu. 
 -Ele nunca perde a oportunidade de dar em cima de alguma garota – Ela disse como quem sabia que ele era o maior galinha do pedaço. Perguntei-me se ele deu em cima dela quando ela chegou, há dois anos atrás. 
 -Então, você conhece todos aqui? – eu perguntei depois que ela me apresentava a duas garotas que passavam por uma fonte no jardim. 
 -A maioria sim. Todos são bem legais aqui. É reconfortante, principalmente pra quem é novo. Então, - notei que ela tendia a mudar de assunto no meio de uma resposta, mas não era exatamente irritante. – você tinha namorado na sua antiga escola?
 -Eu só tive um namorado serio de verdade a algum tempo atrás, o resto foi mais por tédio mesmo. 
 -Eu sei como é, bom, quem sabe você não encontre alguém por aqui? Eu adoro bancar a casamenteira, já consegui bons resultados. Minha prima se casou com um garoto que eu a apresentei há algum tempo atrás. – ela disse radiante.
 -Se casou? – perguntei pasma – quantos anos ela tinha?
 -Dezenove. 
 -Bom, de qualquer jeito, namorar não é minha prioridade no momento. 
-Ok, ok. Mas quem sabe no futuro? Os garotos daqui não exatamente de dar tédio – ela riu.
-Mas e você? – perguntei mudando de assunto – Namora?
-Não, é impressionante, mas eu só consigo bancar a casamenteira com os outros – ela parecia bem frustrada.
-Um dia você encontra alguém – e ri da sua frustração
-Obrigada, e, aliás, Wilson, ate que para uma pessoa que veio da costa oeste, você é bem legal.